Brasil
16/07/2008 - 12h16

CPI do Grampo aprova convocação de Dantas, Protógenes e Sanctis

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Depois de aprovar nesta quarta-feira a convocação do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, a CPI das Escutas Clandestinas da Câmara também aprovou hoje requerimentos de convocação do delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, e do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal, que decretou as prisões de Dantas em meio às investigações da PF.

Dantas, Queiroz e Sanctis serão ouvidos pela CPI somente em agosto, uma vez que o Congresso entra em recesso parlamentar a partir de sexta-feira. Como a CPI não pediu para estender os trabalhos durante o recesso, a comissão vai suspender suas atividades entre os dias 17 de julho e 1º de agosto.

Ao contrário do requerimento de convocação de Dantas, que foi aprovado por unanimidade pela CPI, alguns integrantes da comissão se mostraram contrários à convocação de Queiroz. O deputado Wilson Santiago (PMDB-PB) considerou desnecessária a presença do delegado, uma vez que as investigações da Operação Satiagraha já estão "avançadas" no âmbito da Polícia Federal.

"Não vejo motivos para se convocar um delegado, a esta altura do campeonato, para essa CPI. Já há fundamentação quase conclusa do relatório pela Polícia Federal", afirmou Santiago. Apesar do protesto de integrantes da CPI, o requerimento de convocação do delegado foi aprovado por maioria pela comissão.

Além de ouvir do delegado detalhes sobre a Operação Satiagraha, a CPI quer apurar o seu afastamento do comando das investigações do caso. Oficialmente, o delegado afirma que deixou o comando das investigações para realizar um curso presencial superior da PF, que terá início dia 21.

Reportagem da Folha afirma, no entanto, que o delegado foi forçado a deixar o caso depois de excessos cometidos em meio às prisões do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, do banqueiro Daniel Dantas e do investidor Naji Nahas.

O juiz Sanctis, por sua vez, decretou por duas vezes a prisão do banqueiro Daniel Dantas --preso na Operação Satiagraha. O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, concedeu dois habeas corpus ao empresário para libertá-lo da prisão, contrariando as decisões de Sanctis --o que abriu uma crise no Judiciário brasileiro.

Requerimentos

A CPI também aprovou nesta quarta-feira requerimentos, de autoria do deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), que solicitam à Polícia Federal documentos da Operação Chacal --que desmontou um esquema de escutas clandestinas no país.

A comissão ainda aprovou requerimento de convite para que o delegado Romero Menezes, da Polícia Federal, preste esclarecimentos à CPI sobre a Operação Chacal.

A base aliada do governo conseguiu derrubar a votação dos requerimentos de convocação do ex-ministro Luiz Gushiken, do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e do investidor Naji Nahas para prestar depoimentos sobre escutas telefônicas clandestinas.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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