Brasil
16/07/2008 - 16h37

Câmara aprova MP que reajusta salários de 1,4 milhão de servidores

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da Agência Câmara
da Folha Online, em Brasília

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou hoje o texto-base da MP (medida provisória) que reajusta os salários de cerca de 1,4 milhão de servidores da administração pública federal --entre civis, militares, aposentados e pensionistas.

O texto-base foi aprovado em votação simbólica. Ainda faltam votar os destaques. A votação estava prevista para ontem, mas foi adiada por falta de acordo entre governo e oposição.

Com a aprovação da MP, servidores de 17 carreiras vão ser beneficiados com o reajuste, que será progressivo até 2010 ou 2011, de acordo com o setor beneficiado.

No total, o reajuste vai ser repassado a cerca de 800 mil servidores civis e 600 mil militares, com o impacto de R$ 7,5 bilhões aos cofres públicos somente neste ano. Entre os servidores que vão ser beneficiados pela medida, estão docentes de universidades federais, servidores administrativos das universidades federais, servidores do Incra, do Hospital das Forças Armadas e de ministérios.

Em junho, o Congresso já havia aprovado projeto de lei que abria crédito suplementar no valor de R$ 7,5 bilhões para viabilizar os reajustes. O Orçamento da União para este ano prevê R$ 3,4 bilhões para o aumento salarial do funcionalismo, enquanto somente o reajuste dos militares vai custar aos cofres públicos cerca de R$ 4,2 bilhões. Com o aporte suplementar extraordinário, o governo vai cumprir o compromisso firmado com os servidores para o pagamento do reajuste.

Em relação aos militares, o aumento salarial médio será de 47,19%. O reajuste será retroativo a janeiro de 2008 e será pago escalonadamente até julho de 2010. Já os 800 mil servidores civis beneficiados receberão reajustes que variam de 9% a 105%, de acordo com cada categoria.

Apesar do extenso número de servidores contemplados com a medida, várias categorias acabaram não incluídas --como 4.000 servidores da Funasa (Fundação Nacional da Saúde) que reivindicam o direito de receberem indenizações pelo trabalho no combate à endemias.

Comentários dos leitores
O Brasil não consegue sair do círculo vicioso do desenvolvimento ecônomico: salários baixos não produzem consumo, consumo baixo mantém o subdesenvolvimento econômico, que produz salários baixos. Só os mágicos do PT, com seu voluntarismo econômico, acham que economia é questão de vontade e que podem aumentar salários indefinidamente, só porque querem. Evidentemente, esta pregação tem apenas fins eleitorais, porque, quando vencem eleições, aplicam o mesmo arrocho dos "direitistas". Pode-se até inventar um ditado: "Ninguém é mais direitista do que um esquerdista no poder!" É só lembrar os supermecados especiais de artigos importados para os membros da nomenklatura soviética. Assim, todos os governos cortam salários para aumentar empregos e a falta de empregos corta os salários (Veja-se a aceitação generalizada dos cortes salariais para evitar dispensas). OS GOVERNOS T~em resposta para o encolhimento da economia e a manutenção da população atual? Os mais de 6 bilhões de habitantes continuam a existir, a riqueza produzida cai verticalmente. quem não criou progresso pode impedir o retrocesso? sem opinião
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Luciano Kampf (4) 08/01/2009 22h44
Luciano Kampf (4) 08/01/2009 22h44
Esse Osmar Serraglio é um corporativista. Tudo bem que ops servidores que tenham títulos ganhem a gratificação, mas os que ocupam cargos de chefia já nganham gratificação extra devido sua função. Isso está errado. Se querem se dedicar aos estudos, deixem a chefia para outros funcionários, os que já tenham títulos. sem opinião
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Leonardo S. (111) 08/01/2009 21h13
Leonardo S. (111) 08/01/2009 21h13
Salário médio dos funcionários da câmara, da faxineira ao chefe de gabinete: R$12.000,00. É o salário de gerente de multinacional na iniciativa privada. Dá pra continuar a sustentar isso? Só uma guerra civil resolve... sem opinião
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