Centrais sindicais de SP oficializam apoio à candidatura de Marta
MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online
A ex-prefeita Marta Suplicy (PT), candidata à Prefeitura de São Paulo, recebeu hoje o apoio oficial das seis principais centrais sindicais da capital paulista à sua candidatura: CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores) e NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores).
Somente a CUT e a Força Sindical reúnem mais de 80 sindicatos na capital, o que representaria mais de 2 milhões de trabalhadores, segundo estimativas dos dirigentes das centrais. De acordo com o presidente da CUT do Estado de São Paulo, Edilson de Paula de Oliveira, o apoio das principais centrais em torno de um só candidato é inédito nas eleições. "Nem o presidente Lula teve os todos os apoio quando concorreu à Presidência da República no primeiro turno", afirmou em discurso a cerca de 200 pessoas.
A candidata foi recebida no ato de apoio pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, apontado como um dos principais articuladores do apoio dos movimentos trabalhistas, e pelo vice de sua chapa, o deputado Aldo Rebelo (PC do B).
Paulinho, que está sendo investigado pelo Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar devido às acusações de um suposto esquema de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) -- revelado pela Operação Santa Tereza, da Polícia Federal -- negou que o apoio à candidatura de Marta tenha alguma relação com uma possível troca de favores com o PT no Conselho.
"A tendência do bloco era ficar muito espremido em uma candidatura própria. E acho que a ajuda do PT eu já teria mesmo que não tivesse [a aliança com a Marta]. Não só o PT, eu tenho relação com todos os partidos. No Senado, por exemplo, a minha relação é mais forte com PSDB e DEM", afirmou Paulinho, que disse ainda estar tranqüilo com o processo de
investigação.
Na última eleição municipal, em 2004, a Força Sindical apoiou formalmente o então candidato a prefeito governador José Serra (PSDB).
Marta atribuiu o apoio da Força Sindical à gestão do presidente Luís Inácio Lula da Silva. "A partir do que já tinha sido conquistado pela classe trabalhadora junto ao governo federal quando se uniram [as centrais], eles perceberam que é muito mais interessante para a classe trabalhadora estar unida em torno de uma candidatura que os representa", disse Marta.
Exigências
No evento, os líderes das centrais sindicais reforçaram algumas expectativas para o apoio à candidatura da petista. Entre as exigências, Paulinho citou a criação de um passe livre de transporte público para as pessoas desempregadas e a criação de uma política para atrair e manter as indústrias em São Paulo.
"Queremos ter a garantia de que Marta vai fazer o passe livre de ônibus para os desempregados", afirmou Paulinho durante discurso. Já Marta minimizou a "garantia" do passe livre para os desempregados. "Não assim [uma garantia]. Eu falei que vou estudar. Acho que é algo muito importante para os desempregados, temos todo o interesse em fazer os estudos e poder fazer o que for possível", disse.
Na ocasião, as centrais entregaram à Marta um manifesto em que declaram oficialmente o apoio à sua candidatura.
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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