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Brasil
16/07/2008 - 18h42

Lula cobra explicações de Protógenes e critica insinuações sobre afastamento de delegado

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta quarta-feira do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, uma definição se quer ou não continuar nas investigações. A reação de Lula foi uma resposta às insinuações de que houve pressão política para que Protógenes e outros dois delegados deixem a ação policial.

Indignado, o presidente disse que Protógenes tem obrigação como cidadão de "moralmente" retornar às antigas funções a "não ser que não queira".

"Moralmente esse cidadão [Protógenes] tem de continuar no caso até terminar esse relatório e entregar ao Ministério Público. A não ser que ele não queira. O que não pode é passar insinuações", afirmou Lula, após cerimônia no Palácio do Planalto. "Vender a idéia de que foi afastado é no mínimo de má fé. Não sei se ele falou ou não. Eu li isso hoje", afirmou ele.

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Delegado Protógenes Queiroz (no meio) toma depoimento de Dantas (à esq.); juiz Fausto de Sanctis aceita denúncia contra banqueiro
Delegado Protógenes Queiroz (no meio) toma depoimento de Dantas (à esq.); juiz Fausto de Sanctis aceita denúncia contra banqueiro

O presidente condenou ainda as insinuações de que houve pressão política para o afastamento de Protógenes e dos outros delegados da operação. Inconformado com essas informações sobre pressão política, Lula disse ter orientado hoje o ministro Tarso Genro (Justiça) a tratar com a Polícia Federal sobre o assunto e chamou de mentirosos quem levantou dúvidas sobre suposta intervenção do governo nas investigações.

"Quem contou essa mentira de que eles foram pressionados, eu [só] espero que amanhã desmintam", reagiu o presidente. "Eu sou o mais fervoroso defensor da Polícia Federal porque ela é uma garantia para o combate da malversação, ao narcotráfico e ao crime organizado", disse Lula.

Em seguida, o presidente contou ter estranhado as informações de que Protógenes teria sofrido pressões para deixar o comando da ação policial. "Eu estranhei a notícia [sobre a saída de Protógenes] e já falei com o ministro Tarso Genro para conversar com a Polícia Federal porque eu acho que esse delegado tem de ficar no caso", disse ele.

Lula disse ainda ter informações que Protógenes participou de uma reunião, na PF, que foi gravada e na qual ele pede para se afastar da operação policial. O presidente disse compreender que o delegado tenha que participar de um curso de reciclagem --conforme o informado pela PF--, mas que é favorável que ele o faça em outro momento.

"A única coisa que nós queremos nesse caso é responsabilidade. Ninguém pode fazer o trabalho que ele [Protógenes] fez por quatro anos e na hora de terminar o relatório, diz que vai embora. Vender insinuações para a sociedade é que não é correto. Nem para o presidente da república, muito menos para um delegado da Polícia Federal", afirmou o presidente.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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