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Brasil
17/07/2008 - 12h49

Chinaglia diz que governo tem que reduzir "apetite" por MPs para aprovar reforma tributária

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em meio ao esperado esvaziamento do Congresso no segundo semestre em conseqüência das eleições municipais, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta quinta-feira que não trabalha com a idéia de "frustração" nas votações previstas para os próximos meses.

Chinaglia admitiu, porém, que o governo federal terá que reduzir o número de medidas provisórias enviadas ao Congresso para conseguir aprovar a reforma tributária até o final do ano.

"É preciso que o governo entenda que, se quiser fazer a reforma tributária, tem que mitigar o apetite das medidas provisórias", afirmou.

Chinaglia disse esperar que, no segundo semestre, a Câmara consiga votar tanto a reforma tributária quanto a PEC (proposta de emenda constitucional) que altera a tramitação das medidas provisórias no Congresso.

"Me sinto realizado porque votamos [no primeiro semestre] matérias relevantes. Eu não trabalho com a idéia de frustração. No segundo semestre, faremos a reforma tributária e as mudanças nos ritos das medidas provisórias."

Apesar do otimismo de Chinaglia, a Câmara dá início ao recesso parlamentar nesta sexta-feira com a sua pauta de votações trancada por duas medidas provisórias e dos projetos de urgência constitucional vencida. A oposição impediu a liberação da pauta esta semana porque tenta derrubar uma das MPs --que renegocia R$ 75 bilhões do saldo devedor dos agropecuaristas brasileiros.

"Me parece que o DEM fez a escolha de só fazer obstrução. Alguns partidos de oposição não acompanharam essa obstrução. [...] É normal que haja disputa entre governo e oposição, mas não podemos ficar parados pelas dificuldades", afirmou.

Chinaglia disse que a reforma tributária está "pronta" para ser analisada pela comissão especial que analisa o tema. Em seguida, segundo o deputado, seguirá para análise do plenário no segundo semestre. "O compromisso [de votar a reforma] sempre existiu, mas eu sou apenas o presidente, não o dono da Câmara."

O deputado disse ser favorável à realização de "esforços concentrados" durante todo o mês de agosto para permitir que a Câmara avance em suas votações, mesmo com as eleições municipais. Os líderes partidários, no entanto, defendem que o Congresso trabalhe somente duas semanas em agosto, e outra em setembro, para retomar suas atividades normalmente após o segundo turno das eleições de outubro.

"No dia 4 de agosto que convoquei sessão extraordinária para começarmos a trabalhar com ritmo. Nas festas juninas, foi dito que a Câmara entraria em recesso, mas votamos", rebateu Chinaglia.

Reforma política

Além de priorizar a reforma tributária, Chinaglia sugeriu a criação de uma comissão mista integrada por deputados e senadores para discutir a reforma política. A comissão ainda não tem data para ser instalada oficialmente, uma vez que o Congresso entra em recesso parlamentar a partir de amanhã.

"Vamos criar a comissão mista com a Câmara e o Senado para fazer toda a discussão no âmbito do Congresso", afirmou.

Comentários dos leitores
Alcides Emanuelli (1365) 09/07/2009 20h00
Alcides Emanuelli (1365) 09/07/2009 20h00
O faz nosso Parlamento, e nosso executivo!
Eles fazem leis que serão aprovadas e colocadas em execução, o outro é o executor dessas leis e tambem tem o poder de legislar.
E começa a grande fanfarra das leis:
De incentivo ao esporte amador, de incentivo as ONGs, de incentivo a cultura, de incentivo a muita coisa que pode levar o dinheiro do povo brasileiro.
Nesse ponto entram as Estatais que estão sempre financiando uns e outros desses incentivos e desses esportes tidos como amadores com salarios mensais maiores muito maiores que o salario minimo.
O que nossos politicos fazem, são projetos para beneficiar todo um sistema corporativista que interage entre si.
E a Nação o povo coitado, fica na berlinda, fica de lado e exposto a todo o tipo de sorte que possa conseguir para sobreviver nessa onde de violência.
E o dinheiro vai saindo fazendo um mensalão aqui, outro mensalão ali, e muitos mensalões vão sendo construidos se transformando na maior industria do mundo com o produto sendo a corrupção.
Realmente tudo isso é vergonhoso e o pior é que ninguem faz nada para evitar tanta violencia contra a Nação brasileira.
E vem eleições, sai as eleições e o povo burro, comprado, manipulado, massa de manobra, vota sempre sa mesma cambada de safados, e eternamente essa vergonha toda se institucionaliza nos fazendo de refens dessa covarde atitude de um poder politico.
sem opinião
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Sudeste/ sudestino (112) 21/06/2009 10h12
Sudeste/ sudestino (112) 21/06/2009 10h12
Deu no "Financial Time" que os EUA incorporaram NOVAS TERRAS para produção agrícola e terão um lucro líquido de U$92,3 bilhões de dólares na atual safra. Os EUA podem incorporar novas terras e nós não? SERÁ QUE SOMOS MAIS RICOS QUE OS EUA?
Ou essa política radical ambientalista é para evitar a concorrência internacional no agronegócio? Enquanto eles aumentam suas áreas, mandam ONGs para doutrinar os brasileiros a não produzirem e eles permanecerem hegemônicos e mais ricos.
sem opinião
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marcelo coelho (2) 21/06/2009 05h32
marcelo coelho (2) 21/06/2009 05h32
Espero acessar conteúdos formadores de opinião além de estar bem informado sobre as atualidades. sem opinião
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