Chinaglia diz que governo tem que reduzir "apetite" por MPs para aprovar reforma tributária
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Em meio ao esperado esvaziamento do Congresso no segundo semestre em conseqüência das eleições municipais, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta quinta-feira que não trabalha com a idéia de "frustração" nas votações previstas para os próximos meses.
Chinaglia admitiu, porém, que o governo federal terá que reduzir o número de medidas provisórias enviadas ao Congresso para conseguir aprovar a reforma tributária até o final do ano.
"É preciso que o governo entenda que, se quiser fazer a reforma tributária, tem que mitigar o apetite das medidas provisórias", afirmou.
Chinaglia disse esperar que, no segundo semestre, a Câmara consiga votar tanto a reforma tributária quanto a PEC (proposta de emenda constitucional) que altera a tramitação das medidas provisórias no Congresso.
"Me sinto realizado porque votamos [no primeiro semestre] matérias relevantes. Eu não trabalho com a idéia de frustração. No segundo semestre, faremos a reforma tributária e as mudanças nos ritos das medidas provisórias."
Apesar do otimismo de Chinaglia, a Câmara dá início ao recesso parlamentar nesta sexta-feira com a sua pauta de votações trancada por duas medidas provisórias e dos projetos de urgência constitucional vencida. A oposição impediu a liberação da pauta esta semana porque tenta derrubar uma das MPs --que renegocia R$ 75 bilhões do saldo devedor dos agropecuaristas brasileiros.
"Me parece que o DEM fez a escolha de só fazer obstrução. Alguns partidos de oposição não acompanharam essa obstrução. [...] É normal que haja disputa entre governo e oposição, mas não podemos ficar parados pelas dificuldades", afirmou.
Chinaglia disse que a reforma tributária está "pronta" para ser analisada pela comissão especial que analisa o tema. Em seguida, segundo o deputado, seguirá para análise do plenário no segundo semestre. "O compromisso [de votar a reforma] sempre existiu, mas eu sou apenas o presidente, não o dono da Câmara."
O deputado disse ser favorável à realização de "esforços concentrados" durante todo o mês de agosto para permitir que a Câmara avance em suas votações, mesmo com as eleições municipais. Os líderes partidários, no entanto, defendem que o Congresso trabalhe somente duas semanas em agosto, e outra em setembro, para retomar suas atividades normalmente após o segundo turno das eleições de outubro.
"No dia 4 de agosto que convoquei sessão extraordinária para começarmos a trabalhar com ritmo. Nas festas juninas, foi dito que a Câmara entraria em recesso, mas votamos", rebateu Chinaglia.
Reforma política
Além de priorizar a reforma tributária, Chinaglia sugeriu a criação de uma comissão mista integrada por deputados e senadores para discutir a reforma política. A comissão ainda não tem data para ser instalada oficialmente, uma vez que o Congresso entra em recesso parlamentar a partir de amanhã.
"Vamos criar a comissão mista com a Câmara e o Senado para fazer toda a discussão no âmbito do Congresso", afirmou.
Leia mais
- Parlamentares vão discutir com Paulo Bernardo mudanças na tramitação das MPs
- Blog do Josias: Líderes negociam num jantar limites para as MPs
- Oposição faz acordo para desobstruir votações em troca de rodízio em relatorias de MPs
- Sem consenso, Chinaglia e Garibaldi se reúnem com relator para discutir MPs
- Garibaldi vai propor a líderes sistema de rodízio para escolha de relatorias das MPs
Livraria da Folha
- Cientista traça perfil social e político da Câmara em livro
- Livro de Eugenio Bucci revela bastidores do poder em Brasília
- Livro explica às famílias conceitos de tributos federais, estaduais e municipais
- André Singer relata em livro formação do Partido dos Trabalhadores; leia introdução
- Livro de Eliane Cantanhêde explica a origem do DEM
- Obras da série "Folha Explica" discutem política e eleições
Especial


Eles fazem leis que serão aprovadas e colocadas em execução, o outro é o executor dessas leis e tambem tem o poder de legislar.
E começa a grande fanfarra das leis:
De incentivo ao esporte amador, de incentivo as ONGs, de incentivo a cultura, de incentivo a muita coisa que pode levar o dinheiro do povo brasileiro.
Nesse ponto entram as Estatais que estão sempre financiando uns e outros desses incentivos e desses esportes tidos como amadores com salarios mensais maiores muito maiores que o salario minimo.
O que nossos politicos fazem, são projetos para beneficiar todo um sistema corporativista que interage entre si.
E a Nação o povo coitado, fica na berlinda, fica de lado e exposto a todo o tipo de sorte que possa conseguir para sobreviver nessa onde de violência.
E o dinheiro vai saindo fazendo um mensalão aqui, outro mensalão ali, e muitos mensalões vão sendo construidos se transformando na maior industria do mundo com o produto sendo a corrupção.
Realmente tudo isso é vergonhoso e o pior é que ninguem faz nada para evitar tanta violencia contra a Nação brasileira.
E vem eleições, sai as eleições e o povo burro, comprado, manipulado, massa de manobra, vota sempre sa mesma cambada de safados, e eternamente essa vergonha toda se institucionaliza nos fazendo de refens dessa covarde atitude de um poder politico.
avalie fechar
Ou essa política radical ambientalista é para evitar a concorrência internacional no agronegócio? Enquanto eles aumentam suas áreas, mandam ONGs para doutrinar os brasileiros a não produzirem e eles permanecerem hegemônicos e mais ricos.
avalie fechar
avalie fechar