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Brasil
17/07/2008 - 13h34

Defesa vai a Brasília para apressar habeas corpus para soltar Cacciola

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da Folha Online

A defesa de Salvatore Cacciola quer apressar a análise do habeas corpus que pede para o ex-banqueiro aguardar em liberdade o julgamento dos processos que tramitam na Justiça contra ele. Para isso, o advogado Carlos Ely Eluf deve ir a Brasília para acompanhar a análise do habeas corpus protocolado no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

"Fica mais fácil acompanhar o processo lá em Brasília. Devemos ir para lá na sexta-feira ou segunda-feira", disse Eluf.

Rafael Andrade/Folha Imagem
Salvatore Cacciola chega ao Brasil; ele será transferido para o presídio de Bangu 8
Salvatore Cacciola chega ao Brasil; ele será transferido para o presídio de Bangu 8

Antes de analisar o mérito do habeas corpus, o presidente do STJ, ministro Humberto Gomes de Barros, vai aguardar informações do Ministério da Justiça e do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, além de parecer do Ministério Público Federal.

Extraditado para o Brasil, Cacciola chegou às 4h30 de hoje ao Rio, onde foi levado para o presídio Ary Franco, em Água Santa (zona norte do Rio). À tarde, ele deve ser transferido para o de Bangu 8.

Cacciola deixou Mônaco de helicóptero ontem e seguiu para Paris, onde embarcou num avião da TAM em direção ao Brasil. Ele viajou na classe econômica do avião, na última fileira da aeronave. Graças a uma liminar obtida no STJ, Cacciola não foi algemado na chegada ao Brasil nem fotografado.

Cacciola estava acompanhado por uma escolta formada por agentes da Polícia Federal e funcionários do Ministério da Justiça.

Ele foi preso em Mônaco enquanto passava um final de semana de lazer, longe da Itália --país do qual tem a nacionalidade e de onde não poderia ser extraditado para o Brasil em decorrência de acordos diplomáticos.

O ex-dono do Banco Marka estava foragido do Brasil havia oito anos. Ele foi condenado à revelia no Brasil a 13 anos de prisão pela prática de vários crimes.

Entenda o caso

Em 1999, o banco Marka quebrou com a desvalorização cambial. Mas contrariando o que ocorria no mercado, o Marka e o banco FonteCindam assumiram compromissos em dólar.

O banco de Cacciola, por exemplo, investiu na estabilidade do real e tinha 20 vezes seu patrimônio líquido comprometido em contratos de venda no mercado futuro de dólar.

O Banco Central socorreu as duas instituições, vendendo dólares com cotação abaixo do mercado, tentando evitar que quebrassem. A justificativa para a ajuda oficial às duas instituições foi a possibilidade de a quebra provocar uma "crise sistêmica" no mercado financeiro.

Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia, a 13 anos de prisão.

O então presidente do BC, Francisco Lopes, recebeu pena de dez anos em regime fechado e a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, pegou seis anos. Os dois recorreram e respondem ao processo em liberdade.

Em 18 de setembro do ano passado, a juíza federal Simone Schreiber, da 5ª Vara Federal Criminal do Rio, determinou a prisão preventiva do ex-banqueiro.

Na sentença, concedida a pedido do Ministério Público Federal, a juíza determina não só a expedição do mandado de prisão contra Cacciola, como manda informar o Ministério da Justiça do interesse na extradição do ex-banqueiro para o Brasil.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (315) 31/05/2009 12h09
Igor Bevilaqua (315) 31/05/2009 12h09
Não demora esse tal de Cacciola sair da cadeia como "HERÓI", lá dentro segundo reportagem ele já é tratado como tal, é só sair que aquí fora também o será..., o povo brasileiro é atrasado e ignorante em se tratando de $$$celebridades$$$..., e tanto faz ser bandido ou não que a pessoa é ovacionada, reeleita, tem um acolhimento "VIP"..., vejam políticos bandidos, são reeleitos facilmente..., se o Cacciola entrar na política brasileira, ele será eleito sem sombra de dúvidas..., e lá na redoma de corrupção ele será apenas mais um entre os muitos. sem opinião
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João Carlos Gagliardi (1384) 18/05/2009 23h48
João Carlos Gagliardi (1384) 18/05/2009 23h48
A melhor saída para o "pobre" do Salvatore Cacciola, seria entrar para a política.
Como ele tem dupla cidadania, seria até fácil.
E considerando-se que a maioria dos nossos políticos tem ficha na polícia, tem até ex-terroristas, um crimezinho do "colarinho branco" até que não seria grande coisa...
Tem um certo partido aí, que faz o que quer e que mesmo quando são pegos em alguma sujeira, não acontece nada com eles, porque é só dizerem as palavrinha mágicas:
"Eu não sabia de nada...", que tudo acaba em pizza.
Como ele também é meio italiano e deve adorar pizza, AQUELE partido seria ideal para ele...
1 opinião
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Luís da Velosa (726) 18/05/2009 16h07
Luís da Velosa (726) 18/05/2009 16h07
Cacciola, esse sabidório, deve ser exemplarmente punido para que, no amanhã, não nos envergonhemos de nós mesmos. 11 opiniões
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