DEM sai em defesa de senadores citados em investigações da Operação Satiagraha, da PF
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), saiu em defesa nesta quinta-feira dos senadores Heráclito Fortes (DEM-PI) e Kátia Abreu (DEM-TO) --que está licenciada do Senado porque concorre ao comando da CNA (Confederação Nacional da Agricultura). Em nota oficial divulgada à imprensa, os democratas afirmam que ambos foram citados de "forma indevida e caluniosa" nas investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
Os democratas afirmam ainda que a Polícia Federal perdeu o profissionalismo e assumiu ações de política partidária durante as investigações da Operação Satiagraha.
Para o DEM, Heráclito e Kátia Abreu foram citados nas investigações porque "apoiaram o fim da limitação de movimentos de cargas nos portos privados porque está foi uma decisão consensual do comando partidário e dos 14 integrantes da bancada do Senado", diz a nota.
A nota se refere à proposta defendida pelos democratas de privatização dos portos. A nota afirma ainda que: "Em vez de divulgar ilações falas, caluniosas e totalmente improcedentes a respeito de representantes da oposição, setores da Polícia Federal que trocaram o profissionalismo pela política partidária, deveriam investigar com seriedade o tráfico de influência realizado, desde o malfadado mensalão, em quase todas as instâncias do Poder Executivo".
Suspeitas
Reportagem da Folha afirma que, entre os interlocutores políticos do banqueiro Daniel Dantas que apareceriam nas conversas telefônicas gravadas pela PF durante a operação, estaria o nome de Heráclito.
Segundo a reportagem, o nome do senador apareceria supostamente no relatório da Operação Satiagraha em dois momentos: em uma conversa grampeada com Guilherme Sodré Martins, apontado como lobista do grupo Opportunity, e no suposto organograma da organização criminosa desmontada pela PF como um dos articuladores políticos do esquema.
Já o nome da senadora licenciada foi mencionado também em uma gravação telefônica, na qual interlocutores ligados ao banqueiro citariam uma certa Kátia do Congresso.
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