Cacciola vai passar a noite em presídio comum no Rio, diz secretaria
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O secretário de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro, Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, informou nesta quinta-feira que não recebeu nenhum pedido formal sobre a transferência do ex-banqueiro Salvatore Cacciola do presídio Ary Franco, em Água Santa (zona norte do Rio), para Bangu 8. Com isso, Cacciola deverá passar a noite com presos comuns no presídio Ary Franco, onde não há cela especial.
Durante o dia, Cacciola ficou em uma sala administrativa do presídio e, segundo informações extra-oficiais, teria cortado o cabelo. Segundo o subsecretário-adjunto de Administração Penitenciária, Francisco Spargoli, Cacciola passará a noite em uma cela comum do presídio Ary Franco.
O advogado Guilherme Eluf, um dos defensores de Cacciola, admitiu que o ex-banqueiro deverá passar mesmo a noite no Ary Franco. Questionado se Cacciola vai mesmo para uma cela comum, Eluf resumiu. "É, não tem jeito."
| Rafael Andrade/Folha Imagem |
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| Cacciola chega ao Brasil; a transferência para Bangu 8 não está confirmada |
Outro advogado do ex-banqueiro, Alan Bousso, disse que o pedido formal para Cacciola ir para Bangu 8 já foi feito e que a transferência depende da desocupação da cela especial que ele ficará. Segundou Bousso, há dois traficantes que ocupam a cela no Bangu 8 serão levados para Rondônia assim que houver vôo disponível. O advogado estimou que Cacciola saia do Ary Franco na manhã desta sexta-feira.
Segundo a secretaria, a Vara de Execuções Penais do Rio também não recebeu qualquer documento sobre o pedido de transferência de Cacciola.
"O preso [Cacciola] permanecerá no Ary Franco até que a Justiça determine sua transferência", afirma em nota a secretaria.
Hoje pela manhã, o advogado Alan Bousso, que defende o ex-banqueiro, disse que seu cliente seria transferido para Bangu 8. Segundo o advogado, no local, Cacciola poderá ficar em uma cela especial para quem tem curso superior.
A transferência do ex-banqueiro foi decidida em reunião hoje entre a defesa de Cacciola e o subsecretário de Administração Penitenciária do Rio, coronel Romer Silveira e Silva.
A defesa de Cacciola também entrará com um pedido de habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que o ex-banqueiro responda ao processo em liberdade. Bousso afirmou que o pedido deve ser julgado pelo tribunal em até dez dias.
Extradição
Cacciola desembarcou hoje no Brasil depois de uma viagem que o trouxe de Mônaco, onde estava preso desde setembro do ano passado. O avião que trazia o ex-banqueiro pousou no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, por volta das 4h30.
Cacciola estava acompanhado por uma escolta formada por agentes da Polícia Federal e funcionários do Ministério da Justiça. Por decisão do STJ, não foi algemado pois não representava risco aos policiais que o acompanhavam.
Ele desembarcou do vôo, que partiu de Paris (França), depois de todos os passageiros e não passou pelo saguão do Tom Jobim. Foi levado para a sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro antes de seguir para o presídio Ary Franco.
Cacciola foi preso em Mônaco enquanto passava um final de semana de lazer, longe da Itália --país do qual tem a nacionalidade e de onde não poderia ser extraditado para o Brasil em decorrência de acordos diplomáticos.
O ex-dono do Banco Marka estava foragido do Brasil havia oito anos. Ele foi condenado à revelia no Brasil a 13 anos de prisão pela prática de vários crimes.
Foragido
Cacciola afirmou hoje que nunca foi um foragido da Justiça. "A primeira coisa é que eu nunca fui um foragido. Fui para a Itália com passaporte carimbado", disse.
Ele afirmou ainda estar "tranqüilo" e confiante na Justiça. Cacciola destacou que dez outras pessoas condenadas no mesmo processo estão livres e trabalhando. "A única diferença é que eu estava na Itália." O ex-banqueiro disse também que foi um "erro" ter ido a Mônaco.
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Como ele tem dupla cidadania, seria até fácil.
E considerando-se que a maioria dos nossos políticos tem ficha na polícia, tem até ex-terroristas, um crimezinho do "colarinho branco" até que não seria grande coisa...
Tem um certo partido aí, que faz o que quer e que mesmo quando são pegos em alguma sujeira, não acontece nada com eles, porque é só dizerem as palavrinha mágicas:
"Eu não sabia de nada...", que tudo acaba em pizza.
Como ele também é meio italiano e deve adorar pizza, AQUELE partido seria ideal para ele...
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