Brasil
17/07/2008 - 18h16

Senadora do DEM atribui inclusão de nome na Satiagraha à perseguição política

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A senadora licenciada Kátia Abreu (DEM-TO) disse nesta quinta-feira que entrará com uma ação de indenização por danos morais contra a União por ter seu nome mencionado nas investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Indignada com as suspeitas, a democrata atribui as denúncias por sua campanha em favor do fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

"É claro que isso que vazou foi proposital. Se é por conta da CPMF? Claro que é", disse a senadora licenciada --por ser candidata à presidência da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) --, que convocou hoje uma entrevista coletiva para negar as denúncias que envolvem seu nome. Para ela, os supostos interlocutores do banqueiro Daniel Dantas sabiam que sua conversa telefônica estava sendo gravada.

"Eu tenho certeza que eles [os interlocutores] sabiam que estavam sendo gravados. Eles [os interlocutores] são gângsters, queriam prejudicar a mim e ao Heráclito [Fortes, do DEM do Piauí, que também o nome envolvido nas investigações]", afirmou Kátia Abreu, que conteve as lágrimas durante a entrevista.

O nome da senadora licenciada foi mencionado em uma gravação telefônica, na qual supostos interlocutores ligados ao banqueiro citariam uma certa Kátia do Congresso. Na conversa, eles também insinuariam que Kátia Abreu recebia dinheiro da construtora OAS.

A senadora licenciada disse que vai entrar com uma ação de interpelação judicial, no STF (Supremo Tribunal Federal), contra Arthur Joaquim Carvalho e Guilherme Henrique Sodré Martins, apontados por ela como os interlocutores da conversa gravada.

Reportagem da Folha informa ainda que houve uma gravação de interlocutores de Dantas que apareceriam nas conversas telefônicas gravadas pela PF durante a operação, nas quais Heráclito Fortes era citado.

De acordo com a reportagem, o nome do senador apareceria supostamente no relatório da Operação Satiagraha em dois momentos: em uma conversa grampeada com Guilherme Sodré Martins, apontado como lobista do grupo Opportunity, e no suposto organograma da organização criminosa desmontada pela PF como um dos articuladores políticos do esquema.
O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), saiu em defesa de Heráclito e Kátia Abreu, divulgando uma nota na qual rebate as suspeitas e levanta dúvidas sobre a isenção na atuação da Polícia Federal.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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