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Brasil
17/07/2008 - 18h54

PF volta a ouvir Dantas amanhã; banqueiro deve ficar calado em depoimento

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da Folha Online

A Polícia Federal toma novo depoimento do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, nesta sexta-feira. Dantas foi ouvido ontem pelo delegado Protógenes Queiroz, que deve encerrar amanhã o relatório da Operação Satiagraha. Dantas é investigado por suposta tentativa de suborno e prática de crimes financeiros.

Como ontem, a defesa de Dantas deve orientar o ex-banqueiro a permanecer calado no depoimento. O argumento é que nenhuma declaração de Dantas será aproveitada de acordo com as regras do novo Código de Processo Penal.

"A lei de regência de provas do novo Código, que entra em vigor em agosto, vai mudar. Estamos analisando a estratégia de defesa, mas a tendência é dele [Dantas] permanecer calado", disse o advogado de Dantas, Gustavo Teixeira.

O advogado negou ainda que o Opportunity seja alvo de uma investigação do Banco Central. "O que houve é que o Opportunity recebeu uma orientação de aperfeiçoamento de alguns procedimentos, o que foi feito."

Reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", publicada hoje, informa que o BC está processando o Opportunity por suspeita de lavagem de dinheiro. O jornal informa que os indícios da prática criminosa foram levantados pelo BC numa fiscalização feita em 2007.

Na terça-feira, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, negou que haja falta de fiscalização ao sistema bancário e afirmou que é preciso separar as ações da instituição financeira daquilo que os seus donos fazem "nas horas vagas".

Segundo ele, as normas da instituição impedem que ele comente os problemas relacionados a Daniel Dantas.

Meirelles disse que o BC fiscaliza os procedimentos das instituições financeiras, mas que precisa seguir a legislação do sigilo bancário. Afirmou também que o BC só julga a instituição na esfera administrativa. Em relação à área criminal, o BC repassa as informações para o Ministério Público.

"O que o BC fiscaliza são ações que possam vir a prejudicar a saúde financeira da instituição, a violação de procedimentos que regulam o mercado financeiro. E a punição se dá através da esfera administrativa. A esfera criminal, se o BC detecta qualquer indício ele é repassado para o Ministério Público", disse Meirelles.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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