Brasil
17/07/2008 - 19h38

Kassab é alvo preferido de adversário em debate em São Paulo

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MARCELO GUTIERRES
colaboração para a Folha Online

O prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, foi o principal alvo dos ataques de candidatos que participaram de debate nesta quinta-feira promovido pelo portal iG. O democrata minimizou as críticas enumerando elogios dos demais participantes a algumas ações dele à frente da Prefeitura paulistana.

"A candidata Soninha elogiou a Vira Cultural. O candidato Ciro Moura elogiou o [programa] Cidade Limpa. O candidato Paulo Maluf elogiou as AMAs [Assistência Médica Ambulatorial]. O candidato Ivan Valente foi extremamente respeitoso no que diz respeito à situação do ensino público, mostrando que estamos no caminho certo quanto à valorização do funcionalismo. E o candidato Levy Fidelix também aqui citou a importância dos investimentos no transporte público", afirmou o prefeito. De fato, todos fizeram menção positiva à gestão Kassab, mas não pouparam o prefeito.

Além dele, estiveram presentes os deputados federais Paulo Maluf (PP) e Ivan Valente (PSOL), a vereadora Soninha (PPS), Ciro Moura (PRN) e Levy Fidelix (PRTB). Todos criticaram as ausência de Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), respectivamente, primeiro e segundo colocados nas pesquisas eleitorais. O candidato Renato Reichmann (PMN), confirmou presença, mas desistiu por razões pessoais, segundo a organização do evento.

Debate

O debate deu-se em quatro blocos, das 15h às 17h. No primeiro deles, os candidatos se apresentaram e responderam a seis perguntas sobre os temas transporte público, economia, gestão pública, meio ambiente (duas questões) e combate à corrupção. No segundo momento, as questões eram de internautas e, por fim, eles puderam escolher o oponente e questioná-lo.

Por sorteio, Kassab foi o primeiro a responder já no primeiro bloco sobre adoção de ciclovias na cidade. O prefeito ressaltou sua parceria com o governador José Serra (PSDB) ao mencionar investimentos no Metrô. "Nós investimos no Metrô, juntamente com o governador, depois de 20 anos sem investimentos com espaços para ciclistas em estações", disse.

O tema transporte esquentou o debate. Os demais candidatos aproveitaram o tempo e o espaço dedicado a outros temas para alfinetar Kassab. O primeiro foi Paulo Maluf: "O transporte coletivo está numa velocidade muito pequena". Maluf também disse que pretende reativar o PAS (Plano de Atendimento à Saúde), implementado sob sua gestão (1993-1996).

Ao falar do maior desafio de um gestor, foi a vez de Fidelix criticar o prefeito. "É muito lenta a construção do Metrô". E completou: "Corredor de ônibus é coisa paliativa". O candidato do PRTB também ironizou a proibição imposta pela prefeitura para circulação de caminhões no centro expandido da capital. "Essa idéia eu tive em 1996. Parabéns, prefeito por adotá-la com 12 anos de atraso."

O deputado federal Ivan Valente lançou um "desafio" para os demais. "Eu desafio todos os candidatos a aceitarem um teto máximo de gastos de R$ 500 mil." Em seguida, perguntou ao prefeito se ele adotaria a idéia. Ninguém respondeu o apelo do deputado. Valente frisou isso, gerando com o prefeito uma discussão quando o deputado citou erroneamente a previsão de gastos dele na campanha.

"Um candidato com gastos mínimos de R$ 25 milhões", disse Valente. Kassab rebateu: "Não é o mínimo, é o máximo. Não são R$ 25 milhões. São R$ 30 milhões de previsão". Esse foi o momento mais tenso do debate. No correr o encontro, o clima ficou ameno, com elogios voltados à iniciativas do prefeito.

O durante a participação de convidados, o prefeito também ouviu críticas e as agradeceu. Décio Hernanez reclamou do serviço telefônico 156 e do serviço de atendimento da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). "É muito difícil marcar uma consulta [pelo 156] (...) e a CET demora dez minutos para atender uma ligação", disse o convidado.

O prefeito rebateu dizendo que sua gestão não faz mera divulgação e sim presta contas por meio de comunicado veiculado na mídia e defendeu o atendimento da CET. "Atendemos cerca de 1,2 milhão de pessoas por mês no sistema de saúde". Porém, ele admitiu problemas na CET e prometeu solucioná-los.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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