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Brasil
17/07/2008 - 21h06

PF convida delegados a retomarem investigações da Satiagraha, diz TV

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da Folha Online

A Polícia Federal convidou nesta quinta-feira os delegados Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pelegrini Magro a retomarem as investigações da Operação Satiagraha, que investiga crimes financeiros, informou hoje o "Jornal Nacional", da TV Globo.

Os delegados comunicaram que deixariam o caso na última terça-feira. Segundo a PF, Karina alegou motivos pessoais para sair do caso. Já Pelegrini não fazia parte da equipe de investigação e havia sido cedido dias antes da operação para auxiliar na fase ostensiva da investigação.

Segundo o telejornal, Karina e Pelegrini foram convidados a voltar ao caso durante uma reunião realizada hoje em São Paulo. Os delegados ainda não decidiram se vão aceitar a proposta.

Karina e Pelegrini comunicaram a saída da Satiagraha no mesmo dia que o delegado Protógenes Queiroz, que comandava as investigações, também anunciou que sairia do caso a partir de segunda-feira. Protógenes disse à PF que faria um curso de formação obrigatório para todos os delegados que têm pelo menos dez anos de serviço.

Segundo reportagem da Folha publicada ontem, Protógenes foi "convidado" pela direção geral da PF a se afastar das investigações por causa de supostos excessos cometidos durante a operação.

No mesmo dia em que foi definida a saída de Protógenes, na última segunda-feira, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, entrou em férias.

Na terça-feira, o ministro Tarso Genro (Justiça) disse foi uma "coincidência" o afastamento de Protógenes das investigações e o fato de Corrêa tirar férias neste mesmo período.

A operação comandada por Protógenes foi criticada pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, pelo fato de a prisão dos investigados, surpreendidos em suas casas na madrugada do último dia 8, ter sido mostrada na TV.

Mendes classificou a ação da PF de "espetacularização" também pelo uso de algemas nos presos.

Por conta dos questionamentos do presidente do STF, Tarso pediu a abertura de sindicância para apurar se houve abusos de agentes da instituição durante a operação. O ministro reconheceu abusos na operação.

Hoje, em entrevista à rádio CBN, Tarso disse que o relatório de Protógenes "denota certa instabilidade" na forma de conduzir as questões. Para o ministro, o documento que dá sustentação ao pedido de prisão preventiva dos investigados tem uma "série de considerações de natureza subjetiva".

Apesar da crítica, Tarso elogiou o trabalho de Protógenes na confecção de provas contra os investigados e reafirmou que o delegado não foi forçado a deixar o caso.

"Não houve nenhum tipo de pressão. Claro que o exame técnico dos procedimentos é feito em qualquer tipo de inquérito, principalmente num inquérito de repercussão como esse", afirmou.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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