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Brasil
18/07/2008 - 12h00

Delegados convidados a permanecer na Satiagraha devem ficar no caso

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DEH OLIVEIRA
colaboração para a Folha Online

Os delegados da Polícia Federal Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pelegrini Magro não devem mais sair da Operação Satiagraha, que investiga crimes financeiros. Interlocutores da PF informaram que os dois nunca saíram das investigações.

Karina, Pelegrini, junto do delegado Protógenes Queiroz, comunicaram na terça-feira que estavam deixando o caso. Reportagem do "Jornal Nacional", veiculada ontem à noite, informou que a PF convidou Karina e Pelegrini durante reunião realizada na instituição.

Nesse encontro, eles ouviram que a permanência no caso ajudaria a desfazer mal-entendidos em relação ao afastamento deles, já que a PF foi acusada pela oposição de ter pressionado Protógenes a abandonar a investigação.

Interlocutores da PF informaram que eles não voltaram ao caso, pois nunca saíram dele. Em nota divulgada na quarta-feira, entretanto, a PF informou que Karina "havia manifestado desejo de não continuar à frente do inquérito pelo qual era responsável". "A delegada alegou razões pessoais", diz a nota. Para explicar o afastamento de Pelegrini, a PF informou que ele "não fazia parte da equipe de investigação e havia sido cedido dias antes da operação para auxiliar na fase ostensiva".

Na mesma nota a PF rechaçou as insinuações de que Protógenes havia sido pressionado a deixar o caso e informou que o delegado deixa hoje a investigação por sua vontade pessoal. De acordo com a PF, Protógenes deixa a investigação para freqüentar o curso superior de polícia.

A saída dele foi acertada numa reunião realizada na segunda-feira (14) da semana passada, na sede da PF, em São Paulo. Participaram da reunião o Diretor de Combate ao Crime Organizado, Roberto Ciciliati Troncon Filho, o chefe da Divisão de Combate aos Crimes Financeiros, Paulo de Tarso Teixeira, o Superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra, e a equipe responsável pela Operação Satiagraha.

Na reunião, Protógenes se ofereceu para continuar no caso aos sábados e domingos, já que durante a semana estaria em curso. A PF não aceitou a proposta alegando que isso "prejuízo às pessoas convidadas a prestar esclarecimentos junto à investigação, comprometendo também a celeridade da apuração". "A autorização quebraria ainda a regra de dedicação exclusiva exigida de todos os participantes na fase presencial", disse a PF na nota. Ele será substituído por Ricardo Saadi.

Para tentar acabar com as insinuações de que Protógenes foi pressionado a sair do caso, a PF divulgou ontem trechos da reunião. Foram divulgados cerca de quatro minutos de gravação, editados e selecionados pela PF, de uma reunião de quase três horas.

Ouça trechos da reunião da cúpula da PF

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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