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Brasil
20/07/2008 - 09h03

PF dirá que delegado saiu apesar de ter equipe e verba extra

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ALAN GRIPP
da Folha de S.Paulo, em Brasília

A cúpula da Polícia Federal vai rebater as acusações feitas pelo delegado Protógenes Queiroz reafirmando que ele se afastou voluntariamente da Operação Satiagraha e que, quando esteve à frente das investigações, teve à sua disposição uma estrutura melhor do que a maioria das operações deflagradas nos últimos anos.

Os dados serão prestados ao Ministério Público Federal, que abriu na sexta procedimento administrativo para apurar a queixa do delegado de que o comando da PF tentou obstruir a investigação do caso que levou à prisão de Daniel Dantas.

Em documento de 13 páginas enviado ao Ministério Público, Protógenes diz que foi coagido a sair do caso e que a cúpula da PF ignorou pedidos de reforço de pessoal para analisar o material apreendido na operação.

A PF dirá ao Ministério Público que já havia decidido pelo envio de uma equipe de peritos, escrivães e agentes, que seguem na segunda-feira de Brasília para São Paulo para ajudar nas investigações. Também afirmará que Protógenes teve o reforço de três delegados, verba extra e uma estrutura montada especialmente para a operação.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, que reforçou a versão da PF durante a semana e que ontem esteve na Colômbia, disse, por meio de sua assessoria, que a investigação seguirá. "A apresentação do relatório pelo delegado que comandou a operação, com o indiciamento de algumas pessoas, demonstra que o trabalho de combate a corrupção da PF prosseguiu normalmente", afirmou Tarso.

A PF disse que na última quarta seu diretor de Combate ao Crime Organizado, Roberto Troncon, se reuniu com o procurador do caso, Rodrigo De Grandis, e com o juiz Fausto De Sanctis para informá-los que a apuração seguirá com "força total". Segundo a PF, os delegados que passam a conduzir as investigações, Ricardo Saad e Érika Marena, terão reforço de dois delegados cada um para a próxima etapa da Satiagraha.

A crise teve seu auge com a divulgação de trechos de uma gravação da reunião que definiu o afastamento de Protógenes. O governo quis, com isso, mostrar que coube ao delegado a decisão de deixar o caso. A PF voltou a dizer que não divulgará a gravação completa por haver dados sigilosos.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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