Brasil
21/07/2008 - 04h11

Governo estima corte neste ano de 500 mil cestas básicas

Publicidade

da Folha Online

Devido à inflação dos alimentos, o governo federal estima que deixará de distribuir neste ano cerca de 500 mil cestas básicas às famílias consideradas em "situação de insegurança alimentar", revela reportagem de Eduardo Scolese, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Sem-terra, quilombolas, indígenas e atingidos por barragens, entre outros, estão na lista de pessoas que podem ficar sem receber a cesta básica. A maioria deles está em acampamentos, debaixo de barracos de lona e fora do Bolsa Família --principal programa de transferência de renda do governo federal.

No ano passado, o governo distribuiu a essas famílias 2 milhões de cestas. Para este ano, por conta da alta do preço dos alimentos, a estimativa do governo é de 1,5 milhão de cestas.

Leia a matéria completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.

Cesta básica

O custo da cesta básica subiu nas 16 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) no primeiro semestre de 2008.

Os maiores aumentos foram apurados em Recife (29,24%), Natal (25,91%) e João Pessoa (25,37%). As menores altas acumuladas ocorreram em Aracaju (12,03%), Goiânia (11,83%) e Belém (10,47%).

Cada cesta possui oito itens e pesa 22 quilos. Segundo a pesquisa do Dieese, a maior parte dos itens que compõem a cesta básica continuou, em junho, a apresentar altas significativas na maioria das capitais. O arroz foi o destaque, com aumento nas 16 cidades pesquisadas.

O preço da carne subiu em 15 capitais. O feijão, cujo preço apresentou queda em 14 cidades em maio, inverteu essa tendência em junho e sofreu forte elevação em 14 capitais. Já o pão teve aumento de preço em dez cidades.

A reportagem está na edição da Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.

Assine a Folha

Comentários dos leitores
hildo molina (117) 06/07/2009 16h03
hildo molina (117) 06/07/2009 16h03
ei fabio!
nada mata mais que automóvel, 500% neles!!!
3 opiniões
avalie fechar
Eduardo Giorgini (235) 04/06/2009 10h53
Eduardo Giorgini (235) 04/06/2009 10h53
"Preço da cesta básica sobe em 15 de 17 capitais pesquisadas"
Aumento do consumo em relação à oferta.
Fortalecimento do mercado interno é muito necessário em época de crise.
Em ato muito bem visto pelo governo de São Paulo é o investimento em incubadoras de empresas com equipamentos. Isso ajuda o desenvolvimento.
8 opiniões
avalie fechar
Renato Ferreira da Rocha (2) 22/05/2009 10h34
Renato Ferreira da Rocha (2) 22/05/2009 10h34
É Fabio que tal aumentar em 500% tambem a carne? Consumir carne demais aumenta o colesterol... Ou então aumentar em 500% o preço da cerveja? Não fumo há mais de 5 anos mas o que ainda me surpreende como a virulencia antitabagista consegue passar medidas ditatoriais e autoritárias como se fossem medidas necessarias. E o pior é que tem gente como você que caí nessa. 22 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (236)
Termos e condições
Comentários dos leitores
Armando Malato (155) 21/06/2009 21h00
Armando Malato (155) 21/06/2009 21h00
Através do PAP (Plano Agricola e Pecuario), o Ministério da Agricultura, acaba de alocar uma verba de 107,5 bilhões, para incentivo da Agricultura e da Pecuária no Brasil. Diante desta manifestação de estimulo, por parte do govêrno, fico sem compreender as razões do entrave que o próprio governo manifesta com estas atividades na região norte do país, onde os produtores, com seus próprios recursos, procuram desenvolver ainda mais a agro-industria, sendo tolhidos com o pretêxto da manutenção da floresta amazônica. Onde já se viu criar gado e fazer cultivos agricolas dentro da mata virgem. Nesse caso, esta região está fadada ao sub-desenvolvimento ao não se poder desenvolver os principais meios de captação de riqueza para a área acima citada, ficando este privilégio para o sul sudeste e nordeste, que juntos representam, mais ou menos a metade do território brasileiro, ficando esta outra metade incultivavel, servindo apenas para criação de indios e selvas, com um
imensuravel território de terras ociosas, sem levar em consideração a imensa riqueza do sub-solo.
Afinal de contas, a quem interessa este procedimento?. Tenho sempre visto este aspecto pelo lado incógnito, já que, de qualquer forma, esta mesma floresta vem sendo explorada aceleradamente, por madeireiros estrangeiros, de forma clandestina, conforme as próprias estatisticas que se conhecem pelos dados publicados pelo INCRA, sem que medidas paliativas sejam tomadas.
Então por que não optar pela agro-pecuária?
sem opinião
avalie fechar
Yvonne Ferreira (462) 19/06/2009 12h19
Yvonne Ferreira (462) 19/06/2009 12h19
A desigualdade extrema é inaceitável.
O Brasil fervilha de vida desmesurada frustrada dispersa.
2 opiniões
avalie fechar
Ademir Gabarron Perez (1) 19/06/2009 11h34
Ademir Gabarron Perez (1) 19/06/2009 11h34
Em 2006 numa pesquisa encomendada pela ONU apurou-se que se fosse destinado o que é gasto em apenas 1 (um minuto!!!) em armamento daria para acabar a fome mundial. Daá, não sabem o que fazer? 1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (188)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca