Gilmar Mendes precisou de mobilização tucana para ter nome aprovado
ADRIANO CEOLIN
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Dos 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em atividade, Gilmar Mendes foi o que mais sofreu contestação para assumir o cargo. Foram 15 votos contrários durante a análise de sua indicação pelo plenário do Senado --o triplo de rejeição que sofreu o segundo colocado, ministro Eros Grau, com cinco reprovações.
A indicação do nome de Mendes pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi avaliada em maio de 2002 pelo Senado. Na presidência do STF no período, Marco Aurélio Mello declarou que Mendes teria de "superar o desafio".
Registros do Senado mostram que a base de apoio ao governo tucano se mobilizou para garantir aprovação de Mendes para o cargo. Diferente do usual no caso de indicação de autoridades, o quórum da sessão foi alto, com 72 dos 81 senadores presentes. Os governistas garantiram 57 votos favoráveis contra os 15 contrários.
Na época, o senador Eduardo Suplicy (SP) chegou a chamá-lo de "jurista de extração conservadora" em discurso no plenário, mas, semana passada, elogiou o encontro de Mendes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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AMANHÁ, QUANDO TIVER QUE "JULGAR" ALGUM INTERESSE DA CEF -CAIXA ECONOMICA FEDERAL, É CLARO, O FARÁ COM TOTAL "ISENÇÁO"...ahahahah...
HÁ TEMPOS ATRÁS, SE UM SIMPLES FUNCIONÁRIO RECEBIA UMA CAIXA DE BOMBONS, EM AGRADECIMENTO POR QUALQUER SIMPLES GENTILEZA,PODIA SER ACUSADO DE "PECULATO"...
MAS ELES... AH! A ELES TUDO É PERMITIDO , TUDO É PERDOADO....
BASTA DE TENTAR NOS TRATAR COMO TOLOS!
ESTAS "OTORIDADES" NOS TRATAM COMO SE TRATA UMA CRIANÇA IGNORANTE.
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Muito bom e inspirador o começo desse moço, no cargo que ganhou de presente, tem a quem puxar sem dúvida alguma.
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