Brasil
21/07/2008 - 18h11

Senador Heráclito Fortes vai ter acesso a inquérito da Satiagraha

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Os advogados do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) vão ter acesso nesta terça-feira à íntegra do inquérito da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou que o parlamentar receba cópia do material. O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, permitiu que o senador tenha acesso ao inquérito uma vez que Heráclito é citado nas investigações.

Os advogados do senador, Délio Lins e Silva e Délio Lins e Silva Júnior, vão tirar cópias do inquérito para esclarecer se Heráclito está sendo investigado pela PF na Operação Satiagraha. Reportagem da Folha afirma que entre os interlocutores políticos do banqueiro Daniel Dantas que apareceriam nas conversas telefônicas gravadas pela PF durante a operação estaria o nome de Heráclito.

O nome do senador apareceria supostamente no relatório da Operação Satiagraha em dois momentos: em uma conversa grampeada com Guilherme Sodré Martins, apontado como lobista do grupo Opportunity, e no suposto organograma da organização criminosa desmontada pela PF como um dos articuladores políticos do esquema.

Os advogados também prometem ingressar com representações contra a Polícia Federal na corregedoria do órgão e na diretoria-geral diante do vazamento de informações do inquérito. Os advogados reclamam da conduta da PF no caso, uma vez que o nome do senador foi divulgado como supostamente envolvido com Dantas em meio ao sigilo das investigações.

No pedido encaminhado ao STF, Délio Silva argumenta que o nome do senador foi envolvido no caso de forma "ilegal, precipitada e irresponsável" --motivo que o levou a solicitar a íntegra do inquérito ao tribunal.

O advogado ainda critica o vazamento de informações à imprensa sobre o inquérito por integrantes da Polícia Federal ao afirmar que a instituição "sempre vaza" elementos colhidos nas investigações "com o único e claro escopo de prejudicar a imagem de outras pessoas, não envolvidas na apuração", como o próprio senador Heráclito.

Foro privilegiado

A decisão do STF de permitir o acesso do senador aos inquéritos da Operação Satiagraha abriu espaço para que as investigações iniciadas em São Paulo parem no tribunal, em Brasília.

Como a operação corre em segredo de Justiça, o senador só poderia ter acesso aos autos sendo ele próprio um investigado. Foi exatamente com esse argumento que Mendes concedeu o pedido a Heráclito, segundo reportagem da Folha.

Apesar de ser citado em grampos da operação da PF, Heráclito não é formalmente investigado. Como congressista --que tem foro privilegiado no STF-- ele só poderia ser alvo de alguma investigação com a expressa autorização do Supremo, algo que nunca ocorreu.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (711) 08/11/2009 10h01
Igor Bevilaqua (711) 08/11/2009 10h01
Não sei se o Delegado Protógenes vai dar certo como político..., parece que gente "honesta e ética"..., não é benvinda em nenhum dos poderes. sem opinião
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Joel Saraiva (124) 08/11/2009 00h37
Joel Saraiva (124) 08/11/2009 00h37
Até onde, ser correto, honesto, investigativo, leal, imparcial, honrando sua Instituição, o Dr. Protógenes Queiroz, Delegado de Polícia Federal, pode ter "pecado", em suas apurações, no caso em questão? Culpado por ter apurado ao "fundo do poço", colhendo provas, e propondo indiciamentos no caso Satiagraha? Atingiu quem não deveria? Ou seja, "riscou um palito de fósforo, no palheiro"? Que crime cometeu, o Dr. Protógenes? Que Brasil é esse, onde o crime impera, e quando homens do bem, combatem o mal, são cercados e vilipendiados em suas atitudes e decisões? Coma fazer polícia, com mãos atadas? Onde está o direito delegado à Autoridade Policial, para apurar, indiciar, e mandar a Juízo, os envolvidos em crimes e falcatruas, para que o Magistrado, às duras penas da Lei, julgue e condene? Quando as causas preocupam os atingidos, começo a ficar preocupado, não sei o que fazer. Política não deve ser misturada com Polícia, cheira mal. Toda intervenção numa investigação, absolve o culpado. Creio plenamente, que o sr. Ministro Tarso Genro, coerente, sábio, saberá interpretar, as Leis, o anseio do povo por Justiça. O Brasil precisa de homens íntegros, probos, de moral ilibada, para seguir adiante, na caminhada, como um verdadeiro líder do Continente Sulamericano, assim, esperamos. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo, Brasil. 3 opiniões
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flavio teodoro (2) 07/11/2009 20h34
flavio teodoro (2) 07/11/2009 20h34
E MEU POVO O BRASIL E UM DOS POUCOS LUGARES DO MUNDO ONDE OS INVESTIGADORES BONS TEM SUA CARREIRA DERRUBADA POR POLITICOS E BANQUEIROS, E UMA PENA, FICA AQUI A MINHA SOLIDARIEDADE AO Sr.PROTOGENES sem opinião
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