Defesa de Cacciola vai pedir arquivamento de processos contra ex-banqueiro
DEH OLIVEIRA
colaboraçao para a Folha Online
A defesa do ex-banqueiro Salvatore Cacciola afirmou nesta segunda-feira que vai pedir o arquivamento de dois dos três processos que existem na Justiça contra o ex-dono do banco Marka. Os advogados pretendem juntar aos processos um documento que receberam de Mônaco sobre o acordo de extradição entre o principado e o Brasil.
Segundo a defesa de Cacciola, pelo acordo, o ex-banqueiro só pode ser julgado pelo processo pelo qual foi requerida sua extradição. No processo em questão, Cacciola foi condenado em primeira instância --na 6ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro --por gestão fraudulenta. A condenação aconteceu em 2005.
Além deste, existe um processo contra Cacciola na 5ª Vara Criminal Federal do Rio por gestão temerária de instituição financeira e empréstimo vedado, e um terceiro, na 2ª Vara Criminal Federal do Rio, por emissão de debentures sem lastro.
"O Brasil tem que cumprir o que assinou, sob pena de perda de credibilidade junto aos órgãos internacionais", afirmou o advogado Carlos Ely Eluf.
Essa documentação deve ser apresentada na sexta-feira na 5ª Vara Criminal Federal do Rio, onde o ex-banqueiro está intimado a comparecer às 13h do mesmo dia.
Liberdade
A defesa também deve pedir à Justiça a liberdade de Cacciola, que cumpre prisão preventiva. Os advogados argumentam que o ex-banqueiro já está preso há 11 meses e tem mais de 60 anos. Também argumentam que seu cliente é réu primário.
Questionado se Cacciola não poderia deixar o país novamente caso saia da prisão, o advogado negou a possibilidade. "Uma das providências que a defesa quer adotar é entregar os passaportes [de Cacciola] para a polícia", disse Eluf.
Segundo o advogado, o maior medo de Cacciola já passou, que era de ser execrado, ser exposto, colocado em um "camburão" ou algemado.
O ex-dono do Banco Marka estava foragido do Brasil havia oito anos. Ele foi condenado à revelia no Brasil a 13 anos de prisão.
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Como ele tem dupla cidadania, seria até fácil.
E considerando-se que a maioria dos nossos políticos tem ficha na polícia, tem até ex-terroristas, um crimezinho do "colarinho branco" até que não seria grande coisa...
Tem um certo partido aí, que faz o que quer e que mesmo quando são pegos em alguma sujeira, não acontece nada com eles, porque é só dizerem as palavrinha mágicas:
"Eu não sabia de nada...", que tudo acaba em pizza.
Como ele também é meio italiano e deve adorar pizza, AQUELE partido seria ideal para ele...
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