Brasil
21/07/2008 - 21h06

Crivella é hostilizado por eleitor; candidato quer retomar Cimento Social na Providência

Publicidade

DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

O candidato do PRB à Prefeitura do Rio, Marcelo Crivella, foi recebido aos gritos de "assassino" por um eleitor, no início da noite desta segunda-feira ao fazer corpo-a-corpo no metrô da Carioca, no centro da cidade. O senador chegou a estender a mão para o homem, que evitou dirigir a palavra ao político. Crivella não comentou o episódio.

Antes disso, Crivella falou sobre o parecer do Ministério Público, que reforça a decisão do juiz Fábio Uchoa de embargar as obras do projeto Cimento Social, no morro da Providência (centro do Rio).

"Acho que o Ministério Público se equivocou mais uma vez. É até natural que o MP seja, no arcabouço jurídico brasileiro, o órgão mais tolerante, mas eu espero que o pleno do tribunal que está nas mãos do juiz Célio Salim possa suspender o embargo dessas obras que não são eleitorais e sim sociais", disse Crivella.

O senador também apresentou sua opinião sobre o atual governo municipal e contestou o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM).

"Faltou parceria com o governo federal. A atual prefeitura prejudicou muito o nosso povo, tanto na habitação como no programa de saúde da família. Sem falar na grave crise de dengue que nós tivemos no Rio", disse o candidato do PRB.

Por e- mail, Maia disse que a culpa indireta pela morte de jovens do morro da Previdência estava ligada ao programa Cimento Social, de Crivella.

Milícias

Antes de iniciar o seu percurso até a Pavuna, Marcelo Crivella falou sobre a suposta proibição de campanhas eleitorais por milícias em favelas do Rio.

"Na semana passada, fui convidado a me retirar da comunidade Rio das Pedras (zona oeste), mas eu já tinha feito uma caminhada de uma hora e meia por lá", disse Crivella.

O senador ainda lançou uma proposta para tentar diminuir a violência na cidade: "Se o prefeito colocar a guarda municipal como uma guarda cidadã, aumentar seu efetivo e formar parceria com a PM, ajudando a atender casos no telefone de socorro 190, a violência poderá ser atenuada", defendeu o candidato.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
avalie fechar
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
avalie fechar
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (8157)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca