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Brasil
22/07/2008 - 08h47

Novo delegado da PF assume caso Dantas com equipe extra

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LILIAN CHRISTOFOLETTI
da Folha de S.Paulo

O novo delegado da Operação Satiagraha, Ricardo Saadi, 32, assumiu ontem o comando da investigação com o reforço de aproximadamente 30 agentes designados pelo comando da Polícia Federal.

Com o reforço, que chegou ontem a São Paulo, Saadi contará com um efetivo de cerca de 50 policiais que o ajudarão a analisar cerca de uma tonelada de papéis apreendidos nas casas e escritórios do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas, do ex-prefeito Celso Pitta e de mais 21 pessoas.

Paulista de Vargem Grande do Sul, Saadi está há seis anos na corporação. Ele se destacou na Operação Kaspar, que desarticulou grupos de doleiros envolvidos na movimentação de US$ 30 milhões no mercado paralelo de câmbio.

Formado em direito e em economia, Saadi é hoje o chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal em São Paulo.

A indicação do delegado para o lugar do seu colega Protógenes Queiroz, que já investigava o grupo há pelo menos quatro anos, foi aprovada pelo Ministério Público Federal e pela Justiça Federal.

Saadi é especialista no combate a evasão de divisas, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias, que são a essência da investigação da Satiagraha.

Análise

A missão de Saadi será coordenar a perícia dos documentos apreendidos, resultado das 56 ordens de busca e apreensão cumpridas por cerca de 300 agentes no último dia 8, quando a operação foi deflagrada.

A Satiagraha foi subdivida em quatro inquéritos, que enfocam diferentes crimes.

Num deles, Dantas e dois supostos intermediários, Humberto Braz e Hugo Chicaroni, são acusados de tentar subornar um delegado com US$ 1 milhão para que o nome do banqueiro e de familiares fossem excluídos da investigação. A Justiça já abriu um processo, e os três são réus.

No segundo inquérito, Dantas e outros nove citados foram acusados de suposta gestão fraudulenta e formação de quadrilha por gerir ilegalmente recursos no exterior por meio do banco Opportunity. O banqueiro é alvo ainda de outra investigação, dessa vez, para apurar supostos crimes financeiros.

O quarto inquérito aberto apura eventuais crimes financeiros praticados por um grupo ligado a Naji Nahas e a Pitta.

A conclusão dos trabalhos depende ainda da análise dos documentos apreendidos.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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