Eduardo Paes diz que não tem medo de fazer campanha em favelas do Rio
DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio
O candidato do PMDB à Prefeitura do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse nesta terça-feira que não tem medo de fazer campanha em "lugar nenhum" da cidade, inclusive favelas dominadas por milícias ou traficantes. Segundo o candidato, a Polícia Federal e o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio vão garantir o direito de ir e vir dos candidatos, como de todos os cidadãos.
"Eu não deixo de ir a lugar nenhum por causa de milícias ou traficantes. Vamos entrar em todos os lugares desta cidade", afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de ser barrado em alguma comunidade, Paes disse que vai voltar ao local que eventualmente for impedido "dez vezes" até o fim do primeiro turno. Ele também defendeu que os candidatos não façam campanha com reforço policial. "Vamos ter que caminhar nesta cidade sem ter acompanhamento de policial", disse.
Além de Eduardo Paes, a candidata a prefeita pelo PC do B, Jandira Feghali, também disse hoje que não tem medo de fazer campanha nas favelas da cidade. "Eu não estou vivendo esse problema, por isso não preciso me preocupar", disse ela depois de fazer uma visita ao hospital municipal Souza Aguiar, no centro do Rio.
Jandira negou que uma eventual relação com milicianos ou traficantes fossem motivo para ela não temer fazer campanha em favelas. "Não tenho nenhuma relação com traficante nem miliciano, Nossas idas à comunidade têm sido tranqüilas. Não tive problema nenhum até aqui. A diferença é que a gente não vai [nessas comunidades] só na hora do voto."
Saúde
Paes esteve hoje no Sinduscon-Rio (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro) para discutir propostas para a cidade. O peemedebista disse que a área da saúde será uma de suas prioridades e criticou o atendimento nos hospitais.
O candidato chamou os pacientes do Rio de "turistas sanitários", pois vão de hospital em hospital em buscando "atendimento que nunca vem".
"As pessoas estão abandonadas no Rio. O doente virou um turista sanitário. Ele vai circulando de hospital em hospital buscando um atendimento que nunca vem", afirmou.
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