Yeda Crusius minimiza denúncias de corrupção e se diz vítima de "agenda policial"
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), minimizou nesta terça-feira o escândalo de corrupção que atingiu o seu governo e resultou no afastamento de quatro secretários estaduais. Crusius disse ser vítima de uma "agenda policial" imposta ao governo que impediu a discussão de outros temas relevantes ao Estado.
"A agenda desse semestre foi policial e ganhou manchetes mais fortes que zerar o déficit do Estado. Enfrentei este ano uma agenda que não foi minha e se transformou numa CPI que não tem regras", criticou.
A governadora disse não ter pressa para indicar os novos secretários estaduais que vão substituir os afastados em meio à crise. "Eu não tenho pressa. Os outros estão com mais pressa do que eu. A agente que me foi imposta deve perceber que eu devo ter o meu tempo agora."
Crusius disse que o governo não ficou parado em meio à crise política. "O que não consigo é mostrar os fatos bons. Nós quadruplicamos os gastos em programas sociais. A população não conseguiu acompanhar tudo de bom que registramos nesse período", disse.
A governadora ressaltou como um dos fatos positivos de seus governo a possibilidade de zerar o déficit do Estado nos próximos dois anos.
O escândalo de corrupção que derrubou quatro secretários da governadora gerou uma forte crise no TCE (Tribunal de Contas do Estado) gaúcho. O presidente do tribunal, João Luiz Vargas, é suspeito de ser o operador de uma das empresas por onde foi escoada parte dos R$ 44 milhões que, segundo a Polícia Federal, foram desviados do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) do Rio Grande do Sul.
Denúncias
Em novembro de 2007, a Polícia Federal deflagrou a Operação Rodin, que prendeu 13 pessoas e desmontou uma fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran do Rio Grande do Sul entre 2003 e 2007.
Segundo o MPF, o dinheiro desviado pela suposta quadrilha era desviado a partir do superfaturamento dos preços dos exames aplicados em candidatos a motoristas do Estado. Entre os presos estava o empresário Lair Ferst, que atuou na campanha da governadora Yeda Crusius.
O Detran fazia pagamentos à Fatec e à Fundae, fundações ligadas à Universidade Federal de Santa Maria, que repassavam o dinheiro a empresas subcontratadas pertencentes --segundo o MPF-- aos acusados. Uma CPI foi instalada pela Assembléia Legislativa gaúcha para investigar o desvio de dinheiro na estatal.
Em maio, o MPF denunciou 44 pessoas. A Justiça Federal abriu processo contra 40 suspeitos. Em junho, a CPI revela grampos telefônicos que ligam membros do governo de Yeda a acusados. Dias depois, a CPI revela uma gravação em que o ex-chefe da Casa Civil, Cézar Bussato (PPS) admite o uso de estatais para o financiamento de campanhas.
Yeda anunciou a demissão dos envolvidos e tenta montar um gabinete de transição com resistência de membros da base governista. Na última terça-feira (15), a Justiça determinou o bloqueio de bens e contas bancárias de 41 pessoas e 11 empresas com ligações com a fraude. O bloqueio foi pedido pelo Ministério Público Federal.
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" oferta " para ser candidato do partido a presidente em 2.010. Várias vezes eu fiz essa colocação aqui nesse forum. Lembram-se ? Agora que a sujeira dessa oposição começa a vir a tona, é que ele vai sair fora de vez. Ele não é louco. E o mensalão mineiro ? Mãe de todas as mães ainda será julgado esse ano no STF. Diante da profusão de provas que o Ministro Joaquim Barbosa apresentou, vamos ver no que vai dar. Ah, agora apareceu um presidente do Tucanolato lá em Brasília enfiado no meio dessa sujeira toda. E o Arruda hein, ameaçando girar a metralhadora para cima de muita gente. Diz ele que a prova é pARRUDA. Populaçao de Brasília, sai da frente que o ventilador vai ser ligado a qualquer hora. É dinheiro nas meias, nas CUECAS, e sabe lá mais onde.
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Motivados por quem é contra a "meritocracia".
Que coisa horrível essa meritocracia, não é?
Aonde já se viu? Premiar quem trabalha mais, se esforça mais, supera metas...
Que coisa absurda...
O legal mesmo, para quem pensa assim, é a aquela imensa vala comum da mesmice...
Onde quem faz mais, é porque "quer aparecer"...
Tem gente, que ainda não percebeu que estamos no século XXI...
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