Brasil
22/07/2008 - 19h58

Procuradoria começa a investigar denúncia de obstrução à investigação da Satiagraha

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DEH OLIVEIRA
colaboração para a Folha Online

O áudio integral da reunião em que foi definida a saída do delegado Protógenes Queiroz responsável pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, já está nas mãos do procurador Roberto Antonio Dassié, coordenador do grupo de controle externo da atividade policial do Ministério Público Federal em São Paulo.

A gravação, feita no dia 13, em São Paulo, é parte do material requisitado pelo procurador para apurar as queixas do delegado de que houve tentativa de obstrução das investigações, conforme representação enviada por Protógenes ao MP na sexta-feira (18), em que ele pede também a apuração de vazamento de informações sigilosas à imprensa.

Segundo o procurador, a fita chegou às suas mãos nesta terça-feira, mas ainda não houve tempo de ouvi-la na íntegra. Trechos da gravação foram divulgados pela direção da Polícia Federal para comprovar que o afastamento de Protógenes das investigações foi uma decisão do delegado.

Das três horas de gravação, porém, apenas três minutos foram divulgados, sob alegação de que havia trechos nas conversas que tratavam de assuntos sigilosos relacionados a investigações policiais.

De acordo com o procurador, na representação encaminhada por Protógenes --com 15 páginas no total---, o delegado em nenhum momento afirma ter recebido ordem direta para não prosseguir com as investigações ou menciona ter sido afastado. A obstrução ao trabalho teria ocorrido de forma velada, com a negativa no fornecimento de recursos humanos e de material. Mesmo assim a gravação vai ser analisada pelo MP.

Para apurar as queixas, Dassié requereu à PF em Brasília que enviasse informações sobre qual material foi empregado na Operação Satiagraha, quais foram as solicitações de Protógenes e o por que não foram atendidas. "Se faltou recursos e foi algo intencional, é crime", disse o procurador.

Quanto aos vazamentos de informações, Dassié expediu um ofício solicitando à corregedoria da PF em Brasília a cópia integral de eventuais procedimentos disciplinares e inquérito contra policiais.

Comentários dos leitores
odair medeiros (6) 11/11/2009 22h03
odair medeiros (6) 11/11/2009 22h03
Vergonha nacional um criminoso como Daniel Dantas recorrer ao Conselho Nacional de Justiça contra um magistrado! Esse criminoso já bagunçou a vida do delegado Protógenes Queirós. As autoridades se transformam, conforme a vontade de Dantas, em rés! Daqui a alguns meses, o Tarso Genro deixará o Ministério da Justiça, acredito que o Dantas possa substituí-lo, pois só ele está certo, os demais delegado, juiz estão errados! Eta república de banana! sem opinião
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flavio teodoro (3) 11/11/2009 21h55
flavio teodoro (3) 11/11/2009 21h55
meu deus que absurdo, daqui a pouco vamos ter de pagar endenizaçao ao daniel dantas, esse cara nos rouba . ele ja consegui fazer com que o investigador perdesse o emprego, e hagora esta tentando fazer com que o juiz tambem perca seu emprego e todos aqueles que o investigaram pelo que vejo terao o mesmo destino, vejo realmente que seu dinheiro tem muito poder aqui no brasil, ele pode comprar tudo e todos e coitado daquele nao ele nao compra, pois ele o distroi, sem opinião
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Elvis Gimenes (38) 11/11/2009 20h15
Elvis Gimenes (38) 11/11/2009 20h15
O que estes advogados estão fazendo é falta de ética, e eu pergunto: onde está o conselho de ética da OAB??
Quando um advogado atrasa a anuidade ele é prontamente suspenso e até expulso se fizer isto por tres vezes, porém, advogdos como estes que atentam contra a dinignidade da justiça, em flragrant edesrespeito a lei nada acontece. Com a palavra a OAB Federal e a seção Paulista, estamos esperando.
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