Brasil
23/07/2008 - 07h32

Candidatos usam de bicicleta a helicóptero para fazer campanha em SP

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

Os candidatos a prefeito de São Paulo fazem o que podem para conseguir levar suas candidaturas a todos os cantos da maior cidade do Brasil. Enquanto as coligações mais ricas colocam até helicóptero à disposição de seu candidato, outras pedem voto de bicicleta.

Como precisa conciliar as agendas de prefeito e candidato, Kassab conta com a maior estrutura de locomoção. Ele é o dono da campanha mais cara, com gastos previstos de R$ 30 milhões.

Desde o dia 6 de julho --quando as eleições começaram oficialmente--, o prefeito passou a fazer campanha logo depois da agenda de prefeito, normalmente no horário do almoço. Ele sempre chega aos eventos da prefeitura no carro oficial, um Ômega preto modelo 2008. Para não utilizar o veículo pago com dinheiro do contribuinte em suas pretensões eleitorais, ele vai pedir votos a bordo do próprio carro, um Corolla azul marinho 2004.

A coordenação de sua campanha tenta concentrar na mesma região as agendas de prefeito e candidato. Quando isso não é possível e seu carro está muito longe, Kassab embarca em um táxi e em seguida em um helicóptero, um Bell Jet prateado com lugar para quatro passageiros. Por hora voada, sua campanha desembolsa R$ 2.600.

Foi assim nesta terça-feira. Depois de vistoriar obras em Parelheiros, na zona sul da cidade, ele foi pedir votos em Santana, na zona norte. No percurso de helicóptero acompanhado pela Folha Online, o prefeito afirmou que, desde que a campanha começou, ele deixou de utilizar o modelo que a prefeitura coloca à sua disposição para evitar "mal entendidos".

O percurso, que de carro levaria uma hora e meia, foi feito em 15 minutos. Kassab utilizou o helicóptero outras duas vezes: foi de Santana para Guaianazes, na zona leste, tratar da coordenação de sua campanha e, de lá, foi para a prefeitura, no centro.

O candidato do PP, deputado federal e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, faz campanha com seu próprio carro: um Ômega preto 2003 blindado. O motorista do candidato também faz o bico de segurança. Maluf comprou um veículo blindado depois que sofreu um assalto em 1998 quando estava em seu Porsche na esquina das avenidas 9 de Julho com a Estados Unidos.

Marcelo Justo/Folha Imagem
A candidata Soninha Francine (PPS) faz campanha de bicicleta em São Paulo
A candidata Soninha Francine (PPS) faz campanha de bicicleta em São Paulo

Já o ex-governador e candidato tucano Geraldo Alckmin (PSDB) pode escolher um dos dois Astras preto que sua campanha aluga por R$ 2.500 ao mês. Ele só dispensa o carro quando algum assessor oferece carona. Apesar de planejar gastar até R$ 25 milhões até o final das eleições, a campanha do tucano é mais modesta que a dos principais concorrentes.

A coordenação de campanha da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) ainda não decidiu se vai alugar um carro para sua candidata. Ela costuma ir ao encontro dos eleitores no Ômega preto do marido, o franco-argentino Luiz Favre. Quando o veículo de Favre não está disponível, ela pega carona no carro de colaboradores de campanha. "Nem que seja em um fusca, mas a pé a Marta não fica", afirmou à Folha Online o coordenador da campanha petista, o deputado federal Carlos Zarattini (PT).

Até de bicicleta

Dona de uma campanha modesta, Soninha Francine (PPS) nem sempre sabe como vai chegar ao evento de campanha no dia seguinte. Na última sexta-feira, foi para São Miguel Paulista de trem para evitar o trânsito da cidade. Mas ela também já foi pedir votos guiando sua moto, uma Bros preta 150 cilindradas da Honda modelo 2006. Quando o percurso não é dos maiores, Soninha dispensa até a moto. Ao debate com os candidatos promovido pelo portal iG na última quinta-feira (17), ela chegou em uma bicicleta.

Colaboraram THIAGO FARIA, MARCELO GUTIERRES e MARINA NOVAES

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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