Publicidade

Publicidade
Brasil
23/07/2008 - 10h28

"Não há juízo de valor", diz magistrado sobre divulgação de processos

Publicidade

CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA
da Folha de S.Paulo

Para o presidente da AMB, Mozart Valadares, não há "juízo de valor" na divulgação dos processos, que são detalhados até em nível de recurso.

"Estamos prestando um serviço à sociedade e ao eleitor brasileiro. A informação é pública e sua divulgação fortalece a democracia. Queremos um país menos corrupto", disse à Folha. O presidente da AMB rechaçou as acusações de que a iniciativa tenha motivação política.

"Óbvio que não estamos nos metendo em política. Estamos discutindo a qualidade de nossos políticos, como já fazemos com os magistrados", afirmou.

Valadares ressaltou que homens públicos têm o dever de prestar contas. "Nosso salário é pago pela sociedade", disse.

Segundo o magistrado, houve boa receptividade por parte das associações regionais e dos juízes eleitorais. Ele assegurou que não há pressão "externa nem interna" contra a divulgação das "fichas sujas". "Não vamos nos intimidar", disse.

Criada em 1949, a AMB reúne 13,7 mil juízes. Valadares substituiu o ex-presidente Rodrigo Collaço, de quem foi vice. Sua eleição no final de 2007 foi polêmica. A Folha publicou em novembro reportagem sobre dossiês apócrifos sugerindo financiamento de campanha, uso da máquina e até fraude. Valadares, candidato de Collaço, derrotou o juiz Carlos Hamilton Bezerra Lima com mais de 80% dos votos.

A direção da AMB atribuiu à chapa de Lima "uma campanha de baixo nível, lançando ataques e infâmias incompatíveis com o que se espera de um debate eleitoral".

A gestão de Collaço foi marcada pelo apoio ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e pela luta contra o nepotismo no Judiciário. Valadares, por sua vez, comprou a idéia do presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, e se comprometeu a divulgar a lista dos políticos com a "ficha suja".

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
avalie fechar
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (8158)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca