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Brasil
23/07/2008 - 19h34

MST realiza ações em 11 Estados em jornada por reforma agrária

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colaboração para a Folha Online

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) realiza desde segunda-feira ações em 11 Estados: ocupou superintendências do Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) em nove e realiza marchas no Rio Grande do Sul e no Paraná. O MST exige o assentamento das 140 mil famílias acampadas e um programa de agroindústria para assentados.

As ações integram a "Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária", realizada em torno do Dia do Trabalhador Rural, nesta sexta-feira (25). O MST diz que objetivo é protestar contra lentidão do governo Lula no processo de criação de assentamentos, as promessas não cumpridas e a prioridade do governo ao modelo do agronegócio.

11 Estados

Em São Paulo, mais duas superintendências do Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) e uma agência bancária foram ocupadas no interior do estado nesta terça-feira.

Na capital paulista, cerca de 400 sem-terra permanecem desde segunda na superintendência estadual do Incra, para cobrar o assentamento das 1.600 famílias acampadas e a liberação de crédito e infra-estrutura para 700 famílias assentadas em todo o Estado.

Na região de Presidente Prudente (565 km a oeste de SP), cerca de 300 sem-terra ocuparam a sede do banco Nossa Caixa por liberação e acesso aos créditos para os assentados. Em Teodoro Sampaio (672 km a oeste da capital), o MST mobilizou 100 trabalhadores rurais para exigir a liberação dos créditos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e a complementação do crédito de moradia do Incra (o Programa de Habitação). Em Araraquara, 100 lavradores ocuparam a superintendência do Incra.

Em Mato Grosso, na segunda, cerca de 250 famílias ocuparam a sede do Incra em Cuiabá.

Em Alagoas, 800 agricultores ocuparam a sede do órgão em Maceió, para reivindicara imediata desapropriação e aquisição de terras para as famílias acampadas e o cumprimento da meta de 2008.

A ação conta com a participação da CPT (Comissão Pastoral da Terra). Mais de 80 famílias do MST ocuparam a Fazenda Carolina, no município de Teotônio Vilela, que fazia parte do patrimônio do antigo Produban (Banco do Estado de Alagoas S.A).

Na Paraíba, 800 famílias acampadas e assentadas ocuparam a sede do Incra em João Pessoa. Elas exigem o assentamento das mais de 2.600 famílias acampadas no Estado, além de investimentos nas áreas de assentamentos.

Na Bahia, cerca de 450 sem-terra ocuparam a superintendência regional do Incra, em Salvador, para exigir o assentamento de 25.000 famílias acampadas, em 240 áreas, a desapropriação imediata das áreas em processo.

No Maranhão, em São Luís, foi ocupado o instituto para exigir agilidade no assentamento das 2.500 famílias de trabalhadores rurais acampados. Os manifestantes pedem também crédito para estrutura para as 7.000 famílias assentadas. O MST pretende negociar com o governo federal um programa para a agricultura no Estado.

No Ceará, 1.000 trabalhadores do MST ocuparam a sede do Incra em Fortaleza para reivindicar a celeridade nos processos de vistoria, desapropriação e imissão de posses para as terras ocupadas.

Em Goiás, 500 lavradores de acampamentos e assentamentos ocuparam a sede do instituto em Goiânia. Eles reivindicam o assentamento das 4.000 famílias acampadas no estado, além de negociar com o órgão a liberação de crédito e infra-estrutura nos assentamentos.

Em Pernambuco, cerca de 400 famílias ocuparam hoje a superintendência do Incra de Recife. No Sertão do São Francisco, mais de 600 famílias estão acampadas na sede da autarquia em Petrolina.

No Rio Grande do Sul, 600 sem-terra iniciaram nesta terça-feira a Marcha Estadual por Reforma Agrária chegaram hoje a Canoas, onde realizam panfletagens e discussões com a comunidade local. De lá, eles marcham rumo à sede do Incra em Porto Alegre, para cobrar o cumprimento de acordo em que o Governo Federal se comprometia em assentar mil famílias até abril passado e outras mil famílias até o final deste ano.

No Paraná, cerca de 400 trabalhadores marcham, desde o dia 14 de julho, das cidades de Capanema e São Jorge do Oeste em direção à cidade de Francisco Beltrão, no sudoeste do Estado. A caminhada vai percorrer mais de 300 quilômetros e deve terminar no dia 30 de julho.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
O Brasil precisa de reforma agrária, só que enquanto tiver interesses politicos no meio será dificil ir adiante, onde há interesses politicos tudo é abortados ao interesses do nosso POVÃO.!!! sem opinião
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José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
Acredito que os indigenas brasileiros tem todo o direito de ir contra a construção de hidroeletricas em seus rios e acabar com a biodiversidade, a minha censura é ver quantos movimentos estão por tras dessa atitude corajosa de nossa india que poucos tem ou terão, agora essas ongs, sindicatos e pastorais tiram de letra se aproveitando disso e colocando a frente uma indigena, por será que eles não apareceram e só ficam de longe esperando resultados....... o covardia.... sem opinião
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J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
Só uma nação de ignorantes não entende a necessidade de se fazer reforma agrária. Todas as nações do 1o. Mundo fazem reforma agrária, a mais recente foi Portugal. Chega de ignorância, desconhecimento e mau uso da terra nacional! 13 opiniões
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