MST realiza ações em 11 Estados em jornada por reforma agrária
colaboração para a Folha Online
O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) realiza desde segunda-feira ações em 11 Estados: ocupou superintendências do Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) em nove e realiza marchas no Rio Grande do Sul e no Paraná. O MST exige o assentamento das 140 mil famílias acampadas e um programa de agroindústria para assentados.
As ações integram a "Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária", realizada em torno do Dia do Trabalhador Rural, nesta sexta-feira (25). O MST diz que objetivo é protestar contra lentidão do governo Lula no processo de criação de assentamentos, as promessas não cumpridas e a prioridade do governo ao modelo do agronegócio.
11 Estados
Em São Paulo, mais duas superintendências do Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) e uma agência bancária foram ocupadas no interior do estado nesta terça-feira.
Na capital paulista, cerca de 400 sem-terra permanecem desde segunda na superintendência estadual do Incra, para cobrar o assentamento das 1.600 famílias acampadas e a liberação de crédito e infra-estrutura para 700 famílias assentadas em todo o Estado.
Na região de Presidente Prudente (565 km a oeste de SP), cerca de 300 sem-terra ocuparam a sede do banco Nossa Caixa por liberação e acesso aos créditos para os assentados. Em Teodoro Sampaio (672 km a oeste da capital), o MST mobilizou 100 trabalhadores rurais para exigir a liberação dos créditos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e a complementação do crédito de moradia do Incra (o Programa de Habitação). Em Araraquara, 100 lavradores ocuparam a superintendência do Incra.
Em Mato Grosso, na segunda, cerca de 250 famílias ocuparam a sede do Incra em Cuiabá.
Em Alagoas, 800 agricultores ocuparam a sede do órgão em Maceió, para reivindicara imediata desapropriação e aquisição de terras para as famílias acampadas e o cumprimento da meta de 2008.
A ação conta com a participação da CPT (Comissão Pastoral da Terra). Mais de 80 famílias do MST ocuparam a Fazenda Carolina, no município de Teotônio Vilela, que fazia parte do patrimônio do antigo Produban (Banco do Estado de Alagoas S.A).
Na Paraíba, 800 famílias acampadas e assentadas ocuparam a sede do Incra em João Pessoa. Elas exigem o assentamento das mais de 2.600 famílias acampadas no Estado, além de investimentos nas áreas de assentamentos.
Na Bahia, cerca de 450 sem-terra ocuparam a superintendência regional do Incra, em Salvador, para exigir o assentamento de 25.000 famílias acampadas, em 240 áreas, a desapropriação imediata das áreas em processo.
No Maranhão, em São Luís, foi ocupado o instituto para exigir agilidade no assentamento das 2.500 famílias de trabalhadores rurais acampados. Os manifestantes pedem também crédito para estrutura para as 7.000 famílias assentadas. O MST pretende negociar com o governo federal um programa para a agricultura no Estado.
No Ceará, 1.000 trabalhadores do MST ocuparam a sede do Incra em Fortaleza para reivindicar a celeridade nos processos de vistoria, desapropriação e imissão de posses para as terras ocupadas.
Em Goiás, 500 lavradores de acampamentos e assentamentos ocuparam a sede do instituto em Goiânia. Eles reivindicam o assentamento das 4.000 famílias acampadas no estado, além de negociar com o órgão a liberação de crédito e infra-estrutura nos assentamentos.
Em Pernambuco, cerca de 400 famílias ocuparam hoje a superintendência do Incra de Recife. No Sertão do São Francisco, mais de 600 famílias estão acampadas na sede da autarquia em Petrolina.
No Rio Grande do Sul, 600 sem-terra iniciaram nesta terça-feira a Marcha Estadual por Reforma Agrária chegaram hoje a Canoas, onde realizam panfletagens e discussões com a comunidade local. De lá, eles marcham rumo à sede do Incra em Porto Alegre, para cobrar o cumprimento de acordo em que o Governo Federal se comprometia em assentar mil famílias até abril passado e outras mil famílias até o final deste ano.
No Paraná, cerca de 400 trabalhadores marcham, desde o dia 14 de julho, das cidades de Capanema e São Jorge do Oeste em direção à cidade de Francisco Beltrão, no sudoeste do Estado. A caminhada vai percorrer mais de 300 quilômetros e deve terminar no dia 30 de julho.
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- Livros abordam temas políticos, sociais e históricos e ajudam a entender o Brasil
Especial


Sua governadora do Pará, petista mor, legítima representante do sindicalismo pelego, campeã do nepotismo, enquanto INDENIZA os sobreviventes do massacre do Carajás,companheiros do MST, PROMOVE os soldados que ajudaram a massacrar os mesmos!
ÊTA FERRO!!! COISA DE DOIDO, SÔ!!!!
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Por quê não invadem as terras das ONGs estrangeiras na Amazônia?
A Earth Sueca seria uma boa alternativa, já que atua como imobiliária voltada exclusivamente a venda de terras na Amazônia brasileira.
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By Darcy Ribeiro
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