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Brasil
24/07/2008 - 07h36

Fazendeiros protestam em encontro de sem-terra

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JOSÉ MASCHIO
da Agência Folha, em Londrina

A 7ª Jornada de Agroecologia, promovida pela Via Campesina, começou ontem em Cascavel (oeste do PR) com um protesto de fazendeiros, liderados pela Sociedade Rural Oeste do Paraná, que criticavam o uso de prédio público para realização do encontro.
O protesto dos fazendeiros reuniu cerca de 200 pessoas.

A ação da Polícia Militar do Paraná evitou confronto entre manifestantes e camponeses, que chegavam de várias Estados brasileiros e do Paraguai e da Argentina para o encontro, que deve reunir mais de 4.000 pessoas. A PM bloqueou o acesso ao campus de Cascavel (514 km de Curitiba) da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), onde ocorre o evento até o próximo sábado.

O presidente da Sociedade Rural do Oeste do Paraná, Alessandro Meneghel, 43, disse que o protesto, além de mostrar que ''esses movimentos ditos sociais utilizam os prédios públicos para seus atos", foi também "para mostrar ao povo a demagogia daqueles que querem produzir sem agrotóxicos e sem transgênicos''.

José Maria Tardin, da Via Campesina, disse que o protesto dos fazendeiros mostra "a disputa entre a produção independente defendida pelos agricultores familiares e o modelo dependente que os homens do agronegócio defendem''.
Meneghel justificou a baixa adesão ao protesto dos fazendeiros, que reuniu 200 pessoas.

''Esse pessoal [da Via Campesina] pode reunir muita gente, já que ninguém trabalha, mas nós temos nossas obrigações''.

Ontem, na abertura da 7ª Jornada de Agroecologia, o palestrante foi o coordenador do MST (Movimentos dos Agricultores Sem Terra) João Pedro Stedile. Ele afirmou que a reforma agrária no governo do PT está parada. "Estatisticamente, o governo Lula usa uma mesma artimanha [do governo] de FHC que é insuflar os dados com projetos de colonização da Amazônia que não dão certo", disse.

Com LUIZ CARLOS DA CRUZ, colaboração para a Agência Folha, em Cascavel

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
O Brasil precisa de reforma agrária, só que enquanto tiver interesses politicos no meio será dificil ir adiante, onde há interesses politicos tudo é abortados ao interesses do nosso POVÃO.!!! sem opinião
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José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
Acredito que os indigenas brasileiros tem todo o direito de ir contra a construção de hidroeletricas em seus rios e acabar com a biodiversidade, a minha censura é ver quantos movimentos estão por tras dessa atitude corajosa de nossa india que poucos tem ou terão, agora essas ongs, sindicatos e pastorais tiram de letra se aproveitando disso e colocando a frente uma indigena, por será que eles não apareceram e só ficam de longe esperando resultados....... o covardia.... sem opinião
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J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
Só uma nação de ignorantes não entende a necessidade de se fazer reforma agrária. Todas as nações do 1o. Mundo fazem reforma agrária, a mais recente foi Portugal. Chega de ignorância, desconhecimento e mau uso da terra nacional! 13 opiniões
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