Publicidade

Publicidade
Brasil
24/07/2008 - 08h47

Greenhalgh nega lobby em torno da fusão de telefônicas

Publicidade

da Folha de S.Paulo

O ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) negou ontem, em nota, ter feito lobby em torno da fusão das operadoras de telefonia Brasil Telecom e Oi. A partir de interceptações telefônicas da Operação Satiagraha, a Polícia Federal concluiu que Greenhalgh teria discutido valores que poderiam ser pagos pela fusão.

O ex-deputado, que é advogado em São Paulo e não respondeu a um pedido de entrevistas feito pela Folha, protestou contra conclusões da PF. Ele negou ter discutido "propina, porcentagem ou recursos". "O diálogo em questão tratava de uma negociação em curso e os valores citados se referiam a essa negociação como um todo. Não há no diálogo nenhuma menção a tentativa de lobby."

Greenhalgh assim definiu o trabalho que prestou ao banco Opportunity: "Meu trabalho consistiu em analisar processos em curso envolvendo o banco Opportunity, nas esferas civil e criminal. Advoguei. Ajudei a conformar as propostas que foram exaustivamente debatidas entre as partes, até chegar ao acordo final. Advoguei. A negociação que resultou na criação da BrOi, foi árdua, foi longa, foi tensa, mas não teve nenhum ilícito".

Segundo o petista, "jamais, no trabalho profissional prestado ao grupo Opportunity, se discutiu propina, porcentagem, recursos para campanha eleitoral de quem quer que seja. Isto é uma calúnia a que vou repelir, custe o que custar".

O advogado reclamou de reportagem divulgada ontem pelo jornal "O Globo" no qual é dito que a PF acusou o ex-deputado de ter pedido "US$ 260 milhões para viabilizar a Supertele" (fusão das duas telefônicas). No último dia 17, o teor do diálogo foi revelado pela Folha, na reportagem intitulada "Grampo sugere que petista discutiu valores de Supertele".

"Querer ver neste diálogo a existência de propina, lobby, de dinheiro para campanha eleitoral é pura má-fé. Além das interpretações distorcidas do delegado Protógenes [Queiroz], deparo-me com a publicação de trechos do relatório pela imprensa que ajudam a distorcer ainda mais as conclusões do delegado."

Greenhalgh também foi flagrado em conversa telefônica com o chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, na qual pede que Carvalho faça uma checagem, com o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, sobre eventual investigação contra o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
avalie fechar
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4924)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca