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Brasil
24/07/2008 - 19h28

Marta pede coerência a Alckmin ao defender projetos semelhantes aos de tucano

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

A candidata petista à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy (PT), pediu coerência ao candidato tucano, o ex-governador Geraldo Alckmin. Ela afirmou que o tucano centralizou o poder quando foi governador, por isso não poderia propor a administração conjunta de prefeitos da região metropolitana da cidade.

Hoje, Marta reuniu 38 candidatos a prefeito da região metropolitana de São Paulo para defender sua proposta, que é a administração cooperada. Alckmin vem defendendo o mesmo desde o início de sua campanha.

"O ex-governador, se realmente tivesse uma idéia de descentralização, teria governado de forma diferente", disse a ex-prefeita. "Isso nunca foi pensado como região única. Quando se fala em descentralização, tem de ter coerência com suas atitudes. O ex-governador, quando teve o poder de descentralizar, não descentralizou, aí fica pouco crível", afirmou.

Outro lado

O coordenador de campanha de Alckmin, deputado Edson Aparecido (PSDB), rebateu as declarações de Marta. O coordenador voltou a citar as ações de Alckmin para o combate às enchentes na região do ABC.

"Quem não tem integridade para falar sobre integração metropolitana é a ex-prefeita. Quando ela foi prefeita, não ajudou em nada. O Geraldo, quando foi governador, fez um programa de combate a enchentes no ABC, até com prefeitos do PT", disse.

Evento

Marta chegou à reunião com os candidatos a prefeito meia hora atrasada, às 15h30. Ela ficou no centro de uma mesa que deu lugar aos 38 candidatos do PT e partidos coligados.

Cada candidato se apresentou e fez um discurso defendendo a integração administrativa dos municípios da região metropolitana. Foram duas horas de discursos que foram fechados por Marta.

Alckmin e Serra

A maior parte dos candidatos não perdeu a oportunidade de atacar Alckmin e o governador José Serra (PSDB). "A região mais rica do Brasil vem sendo desprezada pelo governo do Estado", afirmou Marta, durante discurso.

O deputado estadual Mário Reali (PT), candidato à Prefeitura de Diadema, disse que "a responsabilidade de cuidar dessas questões é do governo do Estado". Já o candidato à Prefeitura de Embu Chico Brito (PT) alfinetou Alckmin: "Um dos concorrentes de Marta Suplicy não tem moral para organizar um evento como esse", em referência à mesma proposta defendida pelo tucano.

À medida que os aplausos aumentavam à cada ataque contra o PSDB, o ex-ministro Luiz Marinho (Previdência), candidato do PT a prefeito de São Bernardo, ria e cochichava no ouvido do presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), sentado à esquerda de Marta.

Os sorrisos só foram interrompidos quando a prefeita de Itapevi e candidata à reeleição, Maria Ruth Banhouzer, tomou a palavra. A candidata disse que seu município exporta mão-de-obra para a capital e só importa problema. "Aqui [Itapevi] só fica velho e criança", disse.

Vinheta

Antes do encontro, Marta gravou uma vinheta para o programa eleitoral do prefeito e candidato à reeleição por Osasco, Emídio Pereira de Souza (PT). "Assim não vai dar", reclamou à equipe de mídia sobre o barulho no auditório.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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