Aprovação da gestão Kassab se estabiliza em 35%; Maluf tem maior índice de rejeição
da Folha de S.Paulo
Após a queda brusca registrada no início deste mês, a aprovação do governo Gilberto Kassab (DEM) se estabilizou e oscilou dois pontos percentuais para cima, segundo a pesquisa Datafolha.
De acordo com o levantamento, 35% dos entrevistados consideram ótima ou boa a gestão do democrata à frente da capital paulista --há dois anos e cinco meses como prefeito. Na pesquisa anterior, do dia 4 deste mês, esse índice era de 33%, seis pontos a menos do que o registro de 15 de maio, também feito pelo Datafolha.
A reprovação --soma dos que consideram o governo ruim ou péssimo--, que também havia crescido seis pontos, de 20% para 26%, oscilou um ponto para baixo e está em 25%.
O índice dos que consideram a administração municipal de São Paulo regular foi de 38% para 37% --3% não souberam ou não quiseram responder.
A nota média do governo Kassab também se mostrou estável: foi de 5,3 para 5,2. Em maio, segundo a série do Datafolha, a administração atual atingiu seus melhores índices de aprovação e recebeu nota 5,7 dos entrevistados.
A pior nota foi 3,9, em maio de 2006, quando Kassab estava havia apenas dois meses no cargo de prefeito. Ela se repetiu em março de 2007.
Nos bastidores da campanha de Kassab, a taxa de aprovação é considerada boa pelo prefeito e seus estrategistas. A taxa é apontada como a principal arma do democrata para tentar diminuir a distância entre ele e os candidatos Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) nas pesquisas.
Para isso, os programas do horário eleitoral gratuito do rádio e da televisão, que começam no mês que vem, tentarão associar a imagem do prefeito às realizações de sua gestão. Nas gravações externas que tem realizado até agora, Kassab procura ouvir depoimentos dos eleitores sobre a cidade.
As campanhas adversárias, no entanto, avaliam que, se até agora Kassab não conseguiu "colar" a sua imagem ao seu governo, dificilmente conseguirá fazê-lo com a campanha em andamento e sob ataques.
Rejeição
O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) é quem amarga maior índice de rejeição (56%), enquanto Marta Suplicy enfrenta uma taxa de 34%, quatro pontos a mais do que na pesquisa anterior, de 3 e 4 de julho.
Marta e o prefeito Gilberto Kassab estão tecnicamente empatados nesse quesito. A rejeição ao prefeito oscilou de 30% para 31% em 20 dias. A taxa dos que não votariam de jeito nenhum em Geraldo Alckmin se manteve em 18%.
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