Governo amplia programa Bolsa Família a 1 mês da eleição; beneficiários serão qualificados
EDUARDO SCOLESE
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Um mês antes das eleições municipais, 1,4 milhão de famílias do Bolsa Família irão receber em suas casas uma carta do governo federal com a boa notícia de que, sem o risco de perder o benefício mensal, poderão disputar uma vaga num plano de qualificação profissional na área da construção civil.
Essas famílias estão localizadas em cerca de 280 municípios, de 20 regiões metropolitanas do país. Em cada um deles, gestores do Bolsa Família irão além do conteúdo da carta.
Informarão às famílias sobre a possibilidade de, em meio às aulas teóricas de qualificação, alguns dos beneficiários seguirem com carteira assinada para canteiros de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Esse beneficiário receberá o piso salarial da categoria e terá a chance de ser efetivado pela empresa. Em São Paulo, por exemplo, o piso de um servente de pedreiro é de R$ 712.
Apenas um integrante de cada família poderá concorrer a uma vaga no programa de qualificação. A condição é que tenha entre 18 e 60 anos e ao menos a quarta série completa. Quanto mais pobre a família e mais instruído o candidato, maiores as chances de seleção.
Ao final do processo, 200 mil candidatos serão selecionados pelo Ministério do Trabalho. Serão quatro meses de treinamento, a partir de novembro. O número de vagas com carteira assinada dependerá dos empresários, que devem receber uma espécie de "selo inserção" pela participação no plano.
Mesmo contratado pela empresa, o beneficiário não deixará de receber o Bolsa Família. Isso porque a verificação da renda familiar mensal, que não pode ultrapassar R$ 120 por pessoa, ocorre apenas a cada dois anos. Hoje o programa paga entre R$ 20 e R$ 182 para cerca de 11 milhões de famílias.
Recebe o teto uma família extremamente pobre, com três filhos de até 15 anos e ao menos dois adolescentes de 16 e 17 anos, sendo R$ 62 de benefício básico, R$ 20 por filho (num limite de três) e R$ 30 por adolescente (limite de dois).
Na semana passada, Lula pediu que, durante o período eleitoral, os ministros da área social dêem "mais publicidade" às realizações do governo para que, segundo ele, a população esteja "bem informada" em meio aos debates municipais.
Para o governo, o envio da carta às vésperas das eleições não configura um eventual auxílio a candidaturas apoiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A questão eleitoral não pode impedir essa perspectiva de promoção e de emancipação dessas famílias", diz Arlete Sampaio, secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social. "Eles [beneficiários do programa] vão participar de um processo de qualificação profissional e provavelmente só vão ser admitidos [pelas empresas] depois do período eleitoral", completa.
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COMO EU SEMPRE DIGO, CONTRA FATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS!!! E OS FATOS ESTÃO APARECENDO ATRAVES DAS URNAS!!
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Aconteceu o que a lógica já mostrava, KASSAB e marta para o segundo turno. O que a lógica não mostrava é o fraco desempenho da petista, a realidade contraria os dados divulgados nos resultados das pesquisas e ontem, em entrevista coletiva, marta foi questionada justamente sobre essa diferença e a candidata se esquivou para não dar a resposta.
É claro que aconteceu o que muitos já escreviam em posts, as pesquisas foram manipuladas para a petista tentar captar os votos daqueles que pensam que eleição é corrida de cavalos e o ato de votar é uma aposta. Felizmente a tática não funcionou na proporção esperada pelo PT.
A primeira parte do recado já foi dada, São Paulo não quer a martaxa na prefeitura... e KASSAB (apesar de eu normalmente não cantar vitória antes do tempo) já tem postura de vitorioso e com razão.
O sr lula deve ter algum cargo de ministra para a tia marta ... pois ela vai voltar as férias remuneradas (como ministra) da qual ela saiu o para disputar a eleição.
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O desempenho de Marta foi o esperado. Tinha nas pesquisas 35% das intenções de voto, inclusive na boca de urna. Ficou com quase 33%, dentro da margem de erro. Kassab beneficiou-se da migraçao dos votos de Alckimin, que, que tina 27% e terminou com 22%. O desempenho pífio do deste e do PSDB dividido, e como sempre, em cima do muro.
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