Kassab nega ter usado máquina pública e diz "zelar pela ordem" de SP
MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, negou neste domingo ter usado a maquina pública para tentar influir nos resultados da última pesquisa Datafolha.
Segundo ele, que participou hoje das comemorações do aniversário do bairro de Santana, no parque da Juventude, na zona norte da capital, o e-mail era apenas um alerta aos subprefeitos.
"Na qualidade de prefeito, eu tenho que zelar pela ordem da cidade de São Paulo. Se existem informações de que podem ter grupos partidários atuando para prejudicar o andamento do serviço público em função das pesquisas que eles têm conhecimento com antecedência, cabe ao poder público identificar se existe isso, para coibir, para apontar e para punir", explicou.
Segundo reportagem de hoje da Folha, no e-mail, Kassab pede a 26 subprefeitos "ação" nos locais onde entrevistadores abordariam eleitores. À reportagem, o prefeito disse ter recebido informações de que pessoas ligadas ao PT estariam tumultuando os locais de pesquisa para prejudicar a administração atual.
A informação incomodou a coordenação da campanha da petista Marta Suplicy, que a classificou de "argumento furado".
"Eu não usei a máquina pública. Apenas pedi ao subprefeitos que ficassem em alerta para identificar os fatos", afirmou o democrata.
Segundo o candidato, a ação não teve como objetivo desvirtuar a pesquisa. No último Datafolha, Kassab se manteve na terceira colocação, com 11% das intenções de voto, enquanto Marta surge com 36% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 32%.
"A preocupação não é a pesquisa, a preocupação são as ações que pudessem ou possam, ao longo do processo eleitoral, prejudicar as atividades da cidade."
Para Kassab, o caso não deve atrapalhar sua campanha. "Até porque foi feito [o alerta] com muita transparência."
O democrata disse ainda que pretende continuar "alertando" os subprefeitos a agirem durante qualquer pesquisa para evitar eventuais tumultos. Ele afirmou também que não teme possíveis problemas com a Justiça Eleitoral devido ao e-mail.
"Não [temo] porque as pessoas [os prefeitos] que estão na vida pública circulam pela cidade de São Paulo. Se alguém identificar algo, as providências serão tomadas. Não existe nenhuma atividade que pudesse ser identificada como isso [o uso da máquina pública]", reiterou.
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