Brasil
27/07/2008 - 13h04

Kassab nega ter usado máquina pública e diz "zelar pela ordem" de SP

Publicidade

MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, negou neste domingo ter usado a maquina pública para tentar influir nos resultados da última pesquisa Datafolha.

Segundo ele, que participou hoje das comemorações do aniversário do bairro de Santana, no parque da Juventude, na zona norte da capital, o e-mail era apenas um alerta aos subprefeitos.

"Na qualidade de prefeito, eu tenho que zelar pela ordem da cidade de São Paulo. Se existem informações de que podem ter grupos partidários atuando para prejudicar o andamento do serviço público em função das pesquisas que eles têm conhecimento com antecedência, cabe ao poder público identificar se existe isso, para coibir, para apontar e para punir", explicou.

Segundo reportagem de hoje da Folha, no e-mail, Kassab pede a 26 subprefeitos "ação" nos locais onde entrevistadores abordariam eleitores. À reportagem, o prefeito disse ter recebido informações de que pessoas ligadas ao PT estariam tumultuando os locais de pesquisa para prejudicar a administração atual.

A informação incomodou a coordenação da campanha da petista Marta Suplicy, que a classificou de "argumento furado".

"Eu não usei a máquina pública. Apenas pedi ao subprefeitos que ficassem em alerta para identificar os fatos", afirmou o democrata.

Segundo o candidato, a ação não teve como objetivo desvirtuar a pesquisa. No último Datafolha, Kassab se manteve na terceira colocação, com 11% das intenções de voto, enquanto Marta surge com 36% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 32%.

"A preocupação não é a pesquisa, a preocupação são as ações que pudessem ou possam, ao longo do processo eleitoral, prejudicar as atividades da cidade."

Para Kassab, o caso não deve atrapalhar sua campanha. "Até porque foi feito [o alerta] com muita transparência."

O democrata disse ainda que pretende continuar "alertando" os subprefeitos a agirem durante qualquer pesquisa para evitar eventuais tumultos. Ele afirmou também que não teme possíveis problemas com a Justiça Eleitoral devido ao e-mail.

"Não [temo] porque as pessoas [os prefeitos] que estão na vida pública circulam pela cidade de São Paulo. Se alguém identificar algo, as providências serão tomadas. Não existe nenhuma atividade que pudesse ser identificada como isso [o uso da máquina pública]", reiterou.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
avalie fechar
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
avalie fechar
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (8157)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca