Prisão de chefes do crime depende da utilização de grampo, diz juiz federal
da Folha Online
O juiz federal Sérgio Fernando Moro, 36, afirmou que a prisão de chefes de organizações criminosas no Brasil depende de métodos especiais de investigação, como escutas telefônicas, buscas e apreensões e até infiltração de agentes, informa nesta segunda-feira reportagem de Lilian Christofoletti, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
"Sem esses métodos, não há condições de se desenvolver um bom processo contra os chefes. Pegamos a 'mula' num caso de contrabando, nunca os chefes. Nós podemos abdicar desses métodos, porém iremos processar só quem está na base da pirâmide", disse ele em entrevista à Folha.
Um dos primeiros a comandar vara especializada no combate à lavagem de dinheiro, Moro, que atuou no caso Banestado, afirma que a realidade exige que o juiz não seja "um alienado".
Ele ainda falou do uso de algemas e das prisões temporárias. "Para os policiais, o uso de algemas é questão de segurança pessoal. A prisão temporária é de cinco a dez dias. Nas grandes operações, quando há necessidade de se realizar buscas e apreensões, o investigado solto pode destruir provas."
A reportagem está na edição da Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.
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