Brasil
28/07/2008 - 10h43

Tarso diz que PF e Força Nacional podem fazer a segurança das eleições do Rio

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O governo federal aguarda uma solicitação oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro ou até do governo do Estado para determinar que a Polícia Federal dê suporte aos candidatos a prefeito e vereador na capital fluminense que fazem campanha no município.

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse nesta segunda-feira que é necessário um pedido oficial para que os policiais possam atuar nas regiões em que o tráfico estaria impedindo os candidatos de fazerem campanha.

"Hoje, no Rio de Janeiro, nós temos a insegurança já transgredindo para a questão eleitoral", afirmou Tarso após um seminário sobre segurança pública, realizado no Hotel Nacional em Brasília. "O ponto de partida pode ser tanto o governo de Estado como a Justiça Eleitoral."

No último sábado (26), repórteres e fotógrafos que acompanhavam o corpo-a-corpo feito pelo candidato a prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) receberam ameaças de traficantes armados na Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, zona norte do Rio.

A abordagem ocorreu depois que um grupo, formado por repórteres e fotógrafos dos jornais "O Globo", "Jornal do Brasil" e "O Dia", distanciou-se do senador. Os profissionais fotografavam o candidato cumprimentando moradores em uma praça da favela quando três homens cobriram os rostos e começaram a dizer que não era para fotografar. O senador os ignorou e seguiu a caminhada.

Ameaçados, os jornalistas apagaram as imagens. Liberados pelos bandidos, voltaram a se unir a Crivella. Ao ser informado do ocorrido, o candidato decidiu encerrar a caminhada. A pedido dos jornalistas, ele aguardou a chegada dos carros da imprensa antes de deixar a favela.

Operacionalização

Tarso disse que a forma como os policiais federais devem atuar, quando há ameaças como as ocorridas no Rio, é definida sob a orientação da autoridade que solicitou o apoio da PF.

"A forma operacional é que deve ser determinada pela autoridade que solicitar o apoio a partir da avaliação que tem da situação na região", disse o ministro.

Tarso sugeriu ainda que uma das alternativas seria utilizar, como apoio, os cerca de 800 homens da Força Nacional de Segurança que já estão mobilizados no Rio. Mas ele ressaltou que o ideal é montar uma espécie de força-tarefa.

"Da nossa parte não há nenhum conveniente que seja feita uma força-tarefa, um trabalho comum. Há 800 homens da Força Nacional de Segurança que pode dar respaldo e não trabalhar na frente operacional dentro da polícia local", disse o ministro.

Tarso lembrou ainda que o Rio pode ser um exemplo de mudanças no combate ao crime organizado. "O Rio deve ser um centro privilegiado de luta de mudança do modelo de segurança pública e do direito dos cidadãos de exercerem livremente seus direitos políticos", disse.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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