Crivella diz que ajuda da Força Nacional de Segurança nas eleições será bem-vinda
DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio
O candidato a prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB) disse hoje, durante campanha nas ruas de Marechal Hermes (zona norte), que não se intimida com a ação de milicianos e traficantes nas favelas da cidade. Ele considera revoltante o episódio vivido por jornalistas na favela Vila Cruzeiro, no último sábado, e afirma que a ajuda da força-tarefa e de outras autoridades seriam bem-vindas.
"Me entristece profundamente, me indigna, me revolta, mas não me intimida. Eu vou continuar indo a todos os lugares onde houver eleitores. Esse é o trabalho político. Nós temos áreas dominadas por bandidos, sejam milicianos, seja o narcotráfico e todo esforço que as autoridades fizerem é bem-vindo", disse o senador, ao se referir a proposta de criação de uma força-tarefa para garantir a segurança nas eleições do Rio.
Crivella aponta como fundamental a liberdade de circular em qualquer local do Rio e lamenta o trágico momento de abandono da cidade. Ele considera essencial evitar que o município do Rio permaneça dividido entre classes sociais.
"Aqui [Rio], nós temos duas cidades em uma. De um lado uma área culta, que se desenvolve, onde as pessoas têm acesso à prosperidade e cultura. Do outro, uma multidão de gente vivendo abaixo da linha da dignidade humana", afirmou ele, que aproveitou para divulgar o projeto Cimento Social como alternativa de integração da população da cidade.
Informalidade
Durante a caminhada no bairro de Marechal Hermes, o senador demonstrou boa forma física ao pular uma grade de ferro para cumprimentar eleitores do comércio local. Ele também lançou seu plano de governo para solucionar a situação irregular dos camelôs na cidade.
"O Rio precisa de desenvolvimento econômico. Eu quero dar a eles [camelôs] perspectiva de vida. O prefeito pode contribuir muito, fazendo com que haja aqui interesse de negócios", disse o senador.
O candidato do PRB aposta nas mudanças do código de obras, que segundo o senador é ilegível, para tirar trabalhadores da informalidade. "É mais fácil você ler a bíblia em aramaico do que entender o nosso código de obras", disse.
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