"Não tem crise nenhuma", diz Kassab sobre suposto uso da máquina pública
MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online
Após o vazamento do e-mail enviado pelo prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), a 26 subprefeitos do município pedindo "ação" para tentar influir na última pesquisa do Datafolha, o democrata negou haver crise em sua campanha e diz não temer representações dos outros partidos.
"Não tem crise nenhuma. Fiz isso como cidadão. Tenho espírito público", disse hoje, após testar a ampliação do número de horas do bilhete único na capital paulista.
O pedido de "ação" aos subprefeitos foi revelado pela Folha em reportagem publicada neste domingo (27). A coordenação da campanha da candidata Marta Suplicy (PT) irá pedir à Justiça Eleitoral que investigue se houve uso da máquina pública pelo prefeito. A mensagem foi enviada em 23 de julho --o primeiro dos dois dias de campo do levantamento, que apontou Kassab em terceiro lugar (11%).
O candidato Ivan Valente (PSOL) já protocolou no cartório da 1ª Zona Eleitoral uma representação de abuso de poder contra Kassab pelo suposto uso da máquina pública em benefício de sua campanha.
Segundo Kassab, não houve vazamento de e-mail, já que o "alerta" teria sido feito com "transparência". "Isso é irrelevante [quem vazou o e-mail à Folha]. Até porque foi público, não tem problema nenhum. Não vazou [o e-mail], isso era público", afirmou.
À Folha Online Kassab negou neste domingo ter tentado influir nos resultados da pesquisa, e argumentou que seu objetivo era "zelar pela ordem pública". "Na qualidade de prefeito, eu tenho que zelar pela ordem da cidade de São Paulo. Se existem informações de que podem ter grupos partidários atuando para prejudicar o andamento do serviço público em função das pesquisas que eles têm conhecimento com antecedência, cabe ao poder público identificar se existe isso, para coibir, para apontar e para punir", explicou.
Segundo Kassab, ele teria recebido informações de que partidos políticos --especificamente o PT-- estariam tentando tumultuar o levantamento e prejudicar a percepção que o eleitorado tem sobre sua gestão. No entanto, os procedimentos de segurança e a metodologia do Datafolha impedem que ações coordenadas modifiquem o resultado.
Questionado sobre as representações dos partidos políticos adversários, o democrata disse não temer represálias da Justiça Eleitoral. "Estou muito tranqüilo. Eu já dei as explicações, fiz tudo com muita transparência como tenho feito tudo na minha vida pública", afirmou Kassab.
Entenda o caso
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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