Brasil
28/07/2008 - 15h55

Cabral diz que proposta para reforçar a segurança das eleições no Rio é bem-vinda

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da Agência Brasil
da Folha Online

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), descartou hoje a possibilidade de convocar a Força Nacional de Segurança para combater currais eleitorais no Estado. O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio recebeu uma série de denúncias anônimas sobre a suposta ação intimidatória de milícias e traficantes contra candidatos a vereador, principalmente.

Cabral disse que a idéia de usar a Força Nacional de Segurança é "bem-vinda", mas o pedido deve ser feito pela Justiça Eleitoral. "Essa determinação de solicitar a força-tarefa não cabe ao governo estadual, cabe ao TSE ou ao TRE. Se a autoridade eleitoral [TRE e TSE] avaliar que há necessidade de convocar uma força-tarefa, da minha parte não há nenhum problema", afirmou. "Tudo o que vier para somar e dar tranqüilidade é bem-vindo".

Não são apenas os candidatos que estão sofrendo ameaças. No último sábado (26), repórteres e fotógrafos que acompanhavam o corpo-a-corpo feito pelo candidato a prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) receberam ameaças de traficantes armados na Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, zona norte do Rio.

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse nesta segunda-feira que é necessário um pedido oficial do governo do Rio ou do TRE-RJ para determinar que a Força Nacional de Segurança ou a Polícia Federal dêem suporte aos candidatos a prefeito e vereador no Rio. "No Rio de Janeiro nós temos a insegurança já transgredindo para a questão eleitoral", afirmou Tarso.

A Polícia Civil do Rio investiga ameaças de grupos paramilitares contra eleitores e candidatos. Há suspeitas de que quadrilhas estariam cerceando campanhas políticas e impondo candidatos.

Reunião

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro vão discutir na quarta-feira medidas para reforçar a segurança de candidatos que disputam as eleições municipais na capital fluminense. O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, não descarta pedir o apoio da Polícia Federal ou do Exército para garantir a tranqüilidade nas eleições municipais do Estado, mas quer primeiro discutir a situação com o presidente do TRE-RJ, Roberto Wider.

Os dois presidentes se reúnem na quarta-feira, em Brasília, para definir as medidas que serão adotadas com o objetivo de evitar que candidatos sejam constrangidos por milícias ou traficantes em campanhas no Estado.

"Vamos discutir a possibilidade de uma força-tarefa no Rio de Janeiro depois da conversa com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Um segmento fora da lei [tráfico e milícias] projeta sua influência institucional tentando se representar na esfera de poder. Não é um cenário de colônia, mas é preocupante", afirmou Britto.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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