Brasil
29/07/2008 - 15h01

Estagnado nas pesquisas, Kassab cumpre agenda oficial sem sua base de apoio

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MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online

Estagnado nas pesquisas de intenção de votos, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, cumpriu agenda oficial nesta terça-feira, em clima de campanha, mas sem grande apoio de sua base aliada. Apenas um candidato a vereador acompanhou o prefeito em visita oficial a dois albergues para moradores de rua.

Kassab aparece na terceira colocação na disputa em São Paulo, com 11% das intenções de voto, segundo a última pesquisa Datafolha. De acordo com a assessoria de Kassab, a ausência de outros candidatos a vereador durante a agenda se deve ao fato de o democrata ter cumprido hoje agenda oficial, ou seja, como prefeito e não como candidato. A assessoria argumenta que, neste tipo de agenda, é recomendado que os correligionários não participem para não ferir a legislação eleitoral.

"Era para ter uns 20 vereadores aqui, e só tem um. Quando a pesquisa subir, eles [os outros candidatos à Câmara Municipal] começam a participar", afirmou Jooji Hato, vereador que concorre a outro mandato pelo PMDB, partido da coligação de Kassab. Hoje, além de Hato, Kassab foi acompanhado pelo secretário municipal Paulo Sérgio de Oliveira e Costa (Assistência e Desenvolvimento Social) e pelo subprefeito da Sé, Amauri Luiz Pastorello.

Moacyr Lopes Jr./Folha Imagem
Gilberto Kassab conversa com moradores de rua atendidos pelos albergues da Prefeitura
Gilberto Kassab conversa com moradores de rua atendidos pelos albergues da Prefeitura

O vereador, no entanto, aposta no início do programa eleitoral gratuito na televisão e no rádio para alavancar a campanha do democrata. Kassab é o candidato que deve ter o maior espaço de tempo na TV, com quase nove minutos de programa eleitoral gratuito. Nos bastidores, os aliados cobram maior mobilidade na campanha, que ainda não conta com o material eleitoral prometido pelo prefeito. A previsão é que o material fique pronto na próxima semana.

Os sinais da debandada de apoio ao prefeito ocorrem em um momento crítico, já que Kassab é suspeito de ter usado a máquina pública para tentar influir na última pesquisa Datafolha.

Em um e-mail revelado pela Folha neste domingo (27), Kassab pede a 26 subprefeitos "ação" nos locais onde entrevistadores abordariam eleitores. O prefeito confirma ter mandado o e-mail, mas nega que o objetivo fosse melhorar seu desempenho e diz ter feito "ação preventiva" para "evitar maldades" de rivais, sobretudo o PT.

Hoje, Kassab minimizou o escândalo e a recusa, por grande parte dos subprefeitos, de confirmar o recebimento do e-mail. "Essa é uma questão tão rotineira que é bem capaz que alguns subprefeitos tenham recebido depois [o e-mail]. Aliás, isso foi feito numa transparência total, buscando o melhor para a cidade", disse.

Serra

Outro ponto que revela a possível dispersão do apoio ao candidato democrata é a diminuição das aparições públicas ao lado do governador José Serra (PSDB). Conforme a Folha apurou, desde a abertura oficial da campanha eleitoral em São Paulo, no início do mês, Serra participou de apenas um encontro público com Kassab, e os assessores do prefeito afirmam que não existe previsão de quando os dois voltarão a posar juntos para as câmeras.

Hoje, o candidato minimizou o suposto distanciamento do governador. "Nossa relação é rotineira, tem dia que nos falamos e tem dia que não nos falamos. Ainda na semana passada tive quatro encontros com ele", disse. "É evidente que a partir do dia 5 de julho não podemos mais nos encontrar em inaugurações. Como sou candidato, não posso participar de inaugurações nem do Estado nem da prefeitura. E a grande parte dos eventos públicos eram inaugurações, e nestes eventos estou impedido de participar", explicou.

Apesar do tom de neutralidade que o governador deve adotar nestas eleições --já que o candidato oficial de seu partido é o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB)--, a campanha do prefeito ainda deve apostar na associação de Kassab a Serra nos programas eleitorais na TV.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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