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Brasil
31/07/2008 - 10h34

Descontrole alimentar caracteriza campanhas em SP

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ANA FLOR
da Folha de S.Paulo

O esforço do corpo-a-corpo que rende votos na campanha para a prefeitura de São Paulo empurra os candidatos para o descontrole alimentar. Pular refeições, tomar café em excesso, comer frituras e guloseimas na rua se tornam rotina para os aspirantes ao cargo.

No domingo, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi internado vítima de uma crise intestinal provocada por intoxicação alimentar. Ele terá que fazer dieta até o final do período eleitoral e cortar, entre outras coisas, sua bebida predileta: o cafezinho.

Nas semanas anteriores, Alckmin exagerou. Pulou refeições, comeu salgadinhos e muitos sanduíches. Por dia, tomava em média 25 cafés. "Em um dia como hoje [ontem], por exemplo, em que eu fui de manhã para Santana e à tarde ao Brás, teria pulado o almoço", diz. Desde que teve alta, na terça-feira, o ex-governador cortou os cafés e pára para almoçar --arroz, frango e salada.

A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) também mergulha nos petiscos durante a campanha. Nas andanças pelas ruas, ela come lingüiça, coxinha e bolo. Quando ganha de presente, dificilmente não prova. Ela diz que "come de tudo" e não tem restrições. Sobre um possível aumento de peso --Marta tem 70 quilos para 1m64 de altura, que muitas vezes resulta dos hábitos desregrados--, a candidata diz não e preocupar. "Ganhar peso é a menor das minhas preocupações na campanha", disse ela há algumas semanas.

Já o prefeito Gilberto Kassab, com se diz um "gordinho assumido". Adora bolos e come um sanduíche de mortadela inteiro do Mercado Municipal. "Um sanduíche não é muito para o almoço. Muito seria comer três", brinca. "Gordo nunca sabe porque não baixa de peso".

A nutricionista Mariângela Dalaqua aconselha os candidatos a terem muito bom senso. "A situação é delicada, porque eles precisam agradar os eleitores", diz. As dicas que dá servem para todas as pessoas que trabalham no trânsito ou passam muitas horas na rua: se hidratar a cada duas ou três horas, carregar no carro frutas e barras de cereal, procurar observar a higiene do local e optar por alimentos cozidos, evitando comidas cruas, e comer poucas frituras.

Colaboraram CÁTIA SEABRA e JOSÉ ALBERTO BOMBIG

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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