Brasil
31/07/2008 - 12h19

Candidato do PSOL quer pacto com adversários para combater currais eleitorais no Rio

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DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online

O candidato do PSOL à Prefeitura do Rio, Chico Alencar (PSOL), lançou ontem aos candidatos concorrentes um acordo que visa combater os currais eleitorais nas favelas da cidade.

O documento, batizado de pacto contra o voto de cabresto, será entregue ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, na próxima terça-feira, em Brasília.

Até a manhã de hoje, apenas Fernando Gabeira (PV) e Eduardo Serra (PCB) haviam assinado o compromisso. "Como candidato a prefeito, entendo a gravidade da situação. Por isso, elaborei um pacto pelo voto de cabresto, para cortar os benefícios de candidatos que criam currais, onde só eles podem transitar", disse Alencar.

O documento também é contra as milícias, o tráfico de drogas e os esquemas criminosos no Rio. O pacto ainda pede providências imediatas da Justiça Eleitoral, que condena o uso da máquina pública em campanhas eleitorais, além de protestar contra métodos eleitorais de séculos passados.

"O tempo das eleições do porrete e do coronelismo, que marcaram o Império e a República Velha, não pode voltar. Repudiamos o crescente fechamento de áreas de nossa cidade ao livre debate político-eleitoral."

O candidato do PSOL disse que enviou o termo de compromisso contra os currais eleitorais a todos os candidatos à Prefeitura do Rio. "Eu acho que eles assinarão, mas não dá para especular."

"Pai dos pobres"

Durante corpo-a-corpo hoje na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em Manguinhos, Alencar chamou o candidato do PRB, Marcelo Crivella, de "pai dos pobres" devido ao seu "discurso em tom sereno". Segundo o candidato do PSOL, o senador assumiu em público que dar serviço em troca de votos não é crime eleitoral.

"O Crivella assumiu o método da compra de votos publicamente. Para ele, dar serviço em troca de votos não é crime eleitoral. Pelo visto, ele não leu a Legislação que passou pelo Congresso Nacional, que assim como eu votei, sendo deputado federal, suponho que ele também votou como senador", disse Alencar.

"Ele ressuscita uma prática de 30 anos atrás, que é o neo-chaguismo, a política da troca do voto por favores, onde a autoridade aparece como um pai para os pobres", reiterou.

Crivella, por sua vez, não quis comentar as declarações de seu adversário e afirmou que a sua intenção é discutir projetos sem responder a insultos de adversários. "Os candidatos devem se preocupar em apresentar projetos para resgatar o Rio. Discuto projetos e não respondo a insultos."

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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