Brasil
01/08/2008 - 09h23

Presidente do PSDB diz haver "conspiração de altas personalidades da República" no RS

Publicidade

PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PSDB), disse ontem, ao defender a governadora tucana Yeda Crusius, que "ela está enfrentando uma conspiração que envolve altas personalidades da República com interesse no Rio Grande do Sul".

Guerra não deu nomes. Indagado se falava do ministro da Justiça, Tarso Genro, disse: "Eu não falo de ninguém".

A crise é política e econômica. Segundo Guerra, Crusius fez um ajuste fiscal "rápido e consistente", cortando despesas em até 40%, e por isso ela "enfrentou oligarquia, corporações que são muito fortes".

Fabio Pozzebom/Agência Brasil
Yeda Crusius enfrenta crise política desde que a PF deflagrou a Operação Rodin
Yeda Crusius enfrenta crise política desde que a PF deflagrou a Operação Rodin

Guerra disse que, "do ponto de vista político, ela errou muitas vezes" e que "a demagogia lá é muito forte". Com uma base fragilizada, afirmou Guerra, ela enfrenta agora a "conspiração" com o envolvimento das "altas personalidades da República".

Indagado sobre o episódio da compra da casa por R$ 750 mil logo após sua eleição, em 2006, Guerra menosprezou o fato e disse que Crusius é "uma governadora honestíssima, uma pessoa muito séria e até um pouco ingênua".

Disse que há "uma manobra da política baixa contra ela". Afirmou que Crusius "não tem capacidade, nem gosto nem vontade de enfrentá-la". "Então é essa manobra que está levantando essa poeira toda. Graças a Deus, personalidades do Rio Grande do Sul, no plural --como o senador Pedro Simon [PMDB] e outras figuras--, entenderam que são episódios que não têm o tamanho que permitisse a desestabilização de um governo como o que ela vem realizando."

Empréstimo

Ontem, o Banco Mundial aprovou ao governo gaúcho empréstimo de US$ 1,1 bilhão, a ser liberado em duas parcelas, para políticas de desenvolvimento dentro de um programa de ajuste fiscal.

"O programa contribuirá também para dar ao Estado uma posição fiscal mais estável e sustentável, melhorar o seu perfil de endividamento, reduzir os desequilíbrios previdenciários e aumentar a eficiência do seu setor público, buscando melhorar a prestação de serviços governamentais à população", informou nota do banco.

Comentários dos leitores
O Pacificador (38) 06/11/2009 16h36
O Pacificador (38) 06/11/2009 16h36
Estou muito curioso para saber se o povo gaucho, cairá no golpe armado contra Yeda.
É desproporcional, a força com que estão querendo minar o governo dela.
O engraçado, é que são os mesmos grupos e partidos que antes governaram o Estado, e motivaram a saída de centenas de empresas de lá.
Por pura instabilidade economica e falta de visão estratégica.
São os mesmos!
E querem a boquinha de volta.
Será que os gaúchos caíram neste golpe?
Para o bem deles, tomara que não.
sem opinião
avalie fechar
ALBERTO RUIZ (74) 06/11/2009 14h50
ALBERTO RUIZ (74) 06/11/2009 14h50
É a politica do toma lá dá cá. Ô País. Vou-me embora pra Passargada porque lá tbem vou ser rei. sem opinião
avalie fechar
Marcelo Moreto (164) 06/11/2009 13h17
Marcelo Moreto (164) 06/11/2009 13h17
... mas que pampa é essa que eu recebo agora, com a missão de cultivar raízes, se dessa pampa que me fala a história, não me deixaram nem sequer matizes, passam as mãos da minha geração, heranças feitas de fortunas rotas, campos desertos que não geram pão, onde a ganância anda de rédeas soltas... sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (987)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca