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Brasil
01/08/2008 - 09h03

Serra afirma que "não se afastou nem se aproximou" de Kassab

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CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo
MARCELO GUTIERRES
colaboração para a Folha Online
PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

Apesar da redução do número de aparições públicas, o governador José Serra (PSDB) disse ontem que mantém "a relação de sempre" com o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM). "Não houve afastamento nem aproximação", disse.

"A questão básica é a questão da legislação eleitoral que inibe a participação dos candidatos em inaugurações", completou.

Ao discursar minutos antes, Serra deixou escapar que reconhece a possibilidade de o atual governo não ser mantido ao responder sobre reivindicações para instalação de uma nova unidade de AMA (Atendimento Médico Ambulatorial) em Cidade Ademar, zona sul.

Como as AMAs são de responsabilidade da prefeitura, Serra disse que seria importante dar início à obra ainda que não houvesse tempo para sua conclusão. O mandato de Kassab termina em dezembro.

"Vou conversar com a prefeitura, com o secretário de Saúde, para acelerar os planos para fazer outra AMA. Mesmo que não dê tempo, não se faça em dois, três meses, o importante é que esteja já encaminhado."

Questionado se considerava boa a relação com Kassab, Serra fez questão de frisar que mantém também bom relacionamento com Alckmin. "A relação é boa, como é boa com o Alckmin também", disse.

À saída, Serra repetiu que a presença de aliados na disputa inibe a participação dos governantes na eleição.

Alckmin, por sua vez, rebateu ontem a afirmação de Serra, de que ele encontra dificuldades para participar da campanha.

Ressaltando que a atitude do governador é correta, ele minimizou o comentário de Serra. "Quem tem de fazer campanha somos nós. Essa é nossa tarefa. É "indelegável" [a campanha]. Apoios, claro, eles são muito importantes. E o Serra, como filiado ao PSDB, meu companheiro de partido, já está nos ajudando. Tenho conversado muito com o Serra", disse.

Depois de ter sido internado em razão de um problema intestinal, o tucano fez uma caminhada no centro de São Paulo, conversou com comerciantes e tomou refrigerante oferecido numa lanchonete.

PSDB X PT

O PSDB nacional já descarta a viabilidade da candidatura de Kassab em São Paulo, após a última pesquisa Datafolha, na qual o democrata aparece em terceiro lugar (11%), e enxerga a candidatura da ex-ministra Marta Suplicy (PT) com "densidade e consistência", segundo o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

Ele esteve ontem em Belo Horizonte para avaliar com o governador Aécio Neves a situação do PSDB no quadro eleitoral. Para Guerra, Alckmin será o adversário de Marta no segundo turno paulistano.

"Os palanques estão meio atrapalhados, mas a população, não. Está vendo que a eleição vai se dar progressivamente entre a candidatura do PSDB, que é do dr. Geraldo, e a candidatura da [ex] ministra Marta Suplicy, que tem densidade, consistência, e que é uma adversária respeitável", afirmou. "Vamos ter que disputar com ela no segundo turno e vamos ganhar, mas não vai ser fácil."

Segundo o Datafolha, Marta e Alckmin estão tecnicamente empatados na liderança -a petista tem 36% e o tucano, 32%.

Guerra disse, no entanto, que o prefeito é um "aliado importante" do PSDB e que há um esforço do PSDB nacional para unir os tucanos que apóiam Alckmin e Kassab.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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