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Brasil
01/08/2008 - 10h22

Para driblar rejeição da elite, Crivella vai a jantar com socialites cariocas

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DENISE MENCHEN
da Folha de S.Paulo, no Rio

Com dificuldades para subir nas intenções de voto na zona sul do Rio de Janeiro, o senador Marcelo Crivella (PRB) --líder na pesquisa Datafolha, mas também campeão de rejeição, principalmente entre os mais abastados-- optou por um atalho para falar com a elite: o elevador do edifício Chopin, símbolo da classe alta que mora em Copacabana.

Na noite de anteontem, Crivella foi recebido para um jantar com 200 pessoas no apartamento da socialite Regina Lemos Gonçalves, a partir de articulação conduzida por amigas de sua mulher, Sylvia Jane Hodge Crivella.

Fernando Rabelo/Folha Imagem
Da esq. para a dir., Sylvia Crivella, Vera Loyola, Marcelo Crivella em jantar
Da esq. para a dir., Sylvia Crivella, Vera Loyola, Marcelo Crivella em jantar

O jantar foi organizado pela promoter Georgiana Guinle, que já foi da Universal, com menu do chef do Copacabana Palace, Luiz Incal. Crivella cumprimentou os convidados com reverência e bênçãos, jantou --só bebeu água-- e discursou agradecendo a oportunidade.

"Tenho feito essas reuniões femininas na zona sul. Isso ajuda a vencer a rejeição, que só existe porque as pessoas não nos conhecem", disse Sylvia. Dois dos três filhos de Crivella --Marcelo, 23, e Rachel, 20,-- estavam no jantar. Nenhum dos três votará no pai, pois não estarão no Rio à época das eleições.

Crivella já chegou a dizer que "não adianta pedir votos na zona sul". Segundo pesquisa Datafolha de 23 e 24 de julho, ele lidera a disputa com 24% das intenções de voto, mas é rejeitado por 29% dos eleitores --na zona sul, tem 18% dos votos.

Após o jantar, o senador recebeu um microfone para fazer um discurso. Reclamou do "vendaval de infâmia, calúnia e injúria" da mídia e alfinetou o prefeito Cesar Maia, a quem atribuiu, sem citar o nome, um "ego desvairado".

Sylvia ainda salvou o marido de uma gafe. Ao avistar a socialite Vera Loyola, Crivella saudou-a usando o nome Regina Loyola. Logo foi corrigido pela esposa. Vera parece não ter se incomodado --depois exortou os presentes a votarem em Crivella. Muitos admitiam não ter essa intenção.

"Só vim por causa da Regina. Ele tem muito a explicar sobre as companhias com que tem andado", disse uma senhora, referindo-se à associação de Crivella com candidatos supostamente ligados ao tráfico e a milícias.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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