Maluf diz que errou de "boa-fé" ao apoiar Pitta para prefeito, mas não se arrepende
colaboração para a Folha Online
O candidato à prefeitura paulistana Paulo Maluf (PP) disse que errou de "boa-fé" ao indicar o ex-prefeito Celso Pitta para a prefeitura de São Paulo. Apesar de reconhecer o erro, Maluf afirmou que não se arrepende. Maluf participou hoje de entrevista no UOL (veja íntegra do vídeo) com candidatos à Prefeitura de São Paulo.
Sobre os processos que tramitam contra ele e que motivaram a inclusão de seu nome na lista de políticos com "ficha suja" divulgada pela AMB (Associação dos Magistrados do Brasil), Maluf classificou as acusações de falsas.
O candidato possui quatro ações penais que correm no STF (Supremo Tribunal Federal) por crimes de responsabilidade e contra o sistema financeiro nacional, e três por improbidade administrativa na Fazenda Pública paulista.
Maluf disse que não teme ter a candidatura impugnada por conta da ação movida pelo PPS contra ele. "Uma moça como a [candidata] Soninha e seu partido [PPS] poderiam aparecer melhor, com propostas de governo", alfinetou.
Corrupção
Sobre a possível associação de seu nome à corrupção, Maluf disse que se o tema tiver de ser ligado a algum candidato, ele será eleito. "Eu posso dizer de boca cheia, o mais correto, o mais decente homem público deste Estado de São Paulo é Paulo Maluf. Entrei na política mais rico, há 41 anos, do que sou hoje", disse, lembrando em seguida a herança deixada pelo pai e pelo avô.
Respondendo a outra questão de um internauta, Maluf, que é deputado federal, garantiu que não se candidatou ao cargo, em 2006, para obter foro privilegiado e escapar das acusações que pesam contra ele.
O candidato argumentou que é contra o foro privilegiado, e que chegou a assinar uma proposta de emenda constitucional que acaba com o benefício para políticos, juízes e promotores.
Obras
Em vários momentos da entrevista, ao ser referir aos principais temas relacionados à cidade, Maluf, como de costume, elencou uma série de obras e projetos que implementou durante os períodos em que foi prefeito de São Paulo e governador do Estado.
"Dei meia volta ao mundo em estradas asfaltadas dentro desse Estado", afirmou, se referindo a cerca de 20 mil quilômetros de estradas asfaltadas que diz ter construído.
"Com todo respeito pela Marta Suplicy, eu me considero um administrador privado e público. Um engenheiro como eu provou e comprovou que é melhor administrador que uma psicóloga", provocou Maluf.
Comparando sempre sua gestão com a dos outros, o candidato disse que, quando prefeito, teve R$ 24 bilhões de orçamento durante toda a gestão, enquanto os sucessores tiveram R$ 160 bilhões. "E não fizeram a metade do que eu fiz", completou.
Maluf chamou para si o pioneirismo em diversas ações no Estado, dizendo sempre que os que o sucederam não deram continuidade. "Quem fundou a Secretaria do Verde e Meio Ambiente?", perguntou, logo depois de dizer que foi o governador que iniciou a despoluição do rio Tietê.
O candidato pediu para a população comparar também o que ocorreu com a educação. "Na minha época, não tinha progressão continuada", disse, ao criticar o sistema implantado na escola pública no qual o aluno não fica reprovado no ano letivo, mas ao final dos ciclos, caso não tenha conseguido rendimento suficiente.
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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