Brasil
01/08/2008 - 16h34

Regularização fundiária é o principal problema da Amazônia, diz Mangabeira Unger

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da Agência Brasil

O ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos e coordenador do PAS (Plano Amazônia Sustentável, Roberto Mangabeira Unger, afirmou hoje que a regularização fundiária é o problema número um da Amazônia brasileira.

Ele adiantou ainda que pretende organizar uma campanha nacional "para que toda a nação exija uma solução imediata para o problema da insegurança da terra na região".

"Sem tirar a Amazônia da situação de insegurança jurídica em que se encontra, ninguém sabe quem tem o quê, não avançaremos em nada mais", disse ele em entrevista para emissoras de rádio nos estúdios da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

De acordo com o ministro, a tarefa do governo para resolver a questão fundiária na região se resume em três pontos. O primeiro, segundo ele, é que o Estado "tome conta do que é seu", controlando com mais efetividade o domínio das terras públicas. "E para controlá-las é preciso, em primeiro lugar, conhecê-las".

Outra questão é equiparar as organização federais e estaduais responsáveis por regularizar as terras no país. Mangabeira Unger ressaltou que já está discutindo "alternativas radicais" para reconstruir o sistema administrativo responsável pela situação fundiária da Amazônia.

Incra

Sem entrar em detalhes, ele criticou o desempenho do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) na região.

"O Incra é uma organização que não tem os meios suficientes para desempenhar sua tarefa na Amazônia e que tem responsabilidades múltiplas, de reforma agrária e de assentamento. Precisamos focar, na Amazônia, a regularização fundiária. Vou ficar insistindo nisso dia e noite."

Terras

O último ponto, segundo o ministro, é uma mudança no próprio conteúdo da legislação brasileira quanto à regularização de terras. Para ele, nenhum dos grandes países que enfrentaram "um problema fundiário dessa dimensão" conseguiu resolver a questão sem simplificar as leis. "Nós não seremos uma exceção. Temos que organizar um caminho largo e rápido da posse inseguro para a propriedade plena."

Em referência ao desmatamento na Amazônia, Mangabeira Unger destaca que o processo se dá por meio da invasão de terras públicas e ainda pela falta de alternativas voltadas aos pequenos produtores que atuam nas zonas de transição entre a floresta e o Cerrado.

Ele acredita que essas pessoas, muitas vezes, se tornam "uma linha de frente involuntária da devastação", quando deveriam ser convertidas em "um cinturão protetor da floresta". "Para isso, precisam ter alternativas de produção que sejam economicamente viáveis e ambientalmente seguras."

Comentários dos leitores
SOBERANIA EM DESTAQUE.
Ao invés de estarmos agora em 2009 discutindo possíveis candidatos e candidatas que disputarão a Presidência da República somente no último semestre de 2009 deveríamos sim aprofundar o debate na questáo da Segurança Nacional.Em primeiro lugar esperava-se que tal discussão. tão relevante para o presente e futuro do nosso país.nascesse no Poder Executivo e permeasse os integrantes dos demais poderes em especial o poder legislativo Federal e dai se alastrasse permeando as forças vivas da Nação como Imprensa,Rádio e demais veículos de comunicação.A hora é agora e o momento é somente nosso. É triste vermos que tal iniciativa já ocorre lá fora:como fez o NEW YORK TIMES que pergunta em uma reportagém: de quem seria a amazônia?ACORDA BRASIL...vamos fazer antes a lição de casa enquanto há tempo...
sem opinião
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Luís da Velosa (1327) 28/10/2009 17h44
Luís da Velosa (1327) 28/10/2009 17h44
O MST bem que poderia se mirar no Greenpeace. Protesta, é certo e insofismável, mas dentro da lei, sem armas e sem o espectro da ignorância. Considero esse movimento pacífico, que parece radical, mas, só na defesa da vida, que o meio ambiente sustenta à solavancos. Um exemplo a ser seguido, sem medo e sem a vergonha de se ser humano. sem opinião
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jose ortega (1) 17/10/2009 08h02
jose ortega (1) 17/10/2009 08h02
O que realmente falta para nossos governantes em relação a Amazonia e o desmatamento no Brasil e ter compotencia, pulso firme e não ter interesse em proteger certos patrocinios para futuras campanhas politicas. 1 opinião
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