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Brasil
01/08/2008 - 17h12

Presidente do TSE retomará debate sobre ameaças de milícias nas eleições no Rio

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RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Preocupado com as ameaças de milícias e traficantes na campanha eleitoral do Rio de Janeiro, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Carlos Ayres Britto, disse nesta sexta-feira que retomará a discussão sobre o assunto no dia 5 --quando ocorre a primeira reunião administrativa do tribunal neste semestre.

A idéia, segundo o ministro sinalizou, é buscar uma alternativa que garanta aos eleitores a segurança necessária para que possam votar livremente com a certeza da preservação do sigilo de suas escolhas em outubro.

28.abr.2008/Folha Imagem
Britto não escondeu o temor com suposta ação de milícias na campanha do Rio
Britto não escondeu o temor com suposta ação de milícias na campanha do Rio

"Segundo eles [milícias e traficantes], a urna eletrônica não ofereceria essa transparência que se faz necessária e que seria possível saber quem votou em quem, como modo de inibir o voto livre e consciente", disse Ayres Britto, na sessão de abertura dos trabalhos do TSE nesta sexta-feira.

O ministro não escondeu o temor com as notícias publicadas na imprensa que milícias e o tráfico de drogas apoiariam determinados candidatos nas eleições de outubro. "Nos chegam notícias que nos parecem fundadas que esses segmentos fora da lei estão bancando candidaturas próprias para as câmaras municipais e algumas prefeituras. De maneira que estarei me municiando de novos dados para quem sabe na próxima terça-feira [5], na sessão administrativa, retornarmos a discussão do tema", disse.

Ayres Britto confirmou que no dia 11 as autoridades da Justiça Eleitoral e representantes da Polícia Federal voltarão a se reunir, desta vez no Rio, para discutir a questão da segurança nas eleições de outubro.

Polêmica

Anteontem, Ayres Britto, o ministro Tarso Genro (Justiça), o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, e o presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro, Roberto Wider, discutiram a possibilidade de convocar a Força Nacional de Segurança para garantir a realização da campanha eleitoral e conseqüentemente das eleições. Mas a proposta foi, inicialmente, afastada.

Ayres Britto disse que o TSE tem poder para requisitar futuramente a ajuda da Força Nacional de Segurança. Por enquanto, segundo ele, as polícias civil, militar e federal, por meio de uma força-tarefa de inteligência, vão cuidar da segurança do processo eleitoral.

Já o presidente do TRE-RJ é contrário à idéia de pedir a ajuda da Força Nacional de Segurança ou do Exército. "Não adianta colocar o Exército na rua. Não estamos vivendo Estado de exceção. Não precisamos do Exército, precisamos de inteligência", disse Wider, depois da reunião em Brasília.

As informações indicando as ameaças das milícias e traficantes se agravaram depois que, no último sábado (29), jornalistas que cobriam a campanha do candidato a prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) na Vila Cruzeiro tiveram de apagar as imagens fotográficas feitas na comunidade sob risco de agressões.

O superintendente da Polícia Federal do Rio, Valdinho Jacinto Caetano, pediu reforços para Brasília. Segundo ele, já partir da próxima semana mais policiais deverão ser enviados ao Rio. Mas ele não revelou quantos homens a mais ele terá à sua disposição.

Comentários dos leitores
Carlos José dos Santos (128) 28/01/2009 16h47
Carlos José dos Santos (128) 28/01/2009 16h47
Polícia prende PM suspeito de integrar milícia no Rio.
Está mais do que claro que as milícias somente existem por causa da ineficiência do Estado até mesmo em selecionar seus próprios agentes de segurança pública.
Esses maus policiais, incompetentes no seu trabalho, acham que podem prestar serviços particulares e começam a oferecer uma "pseudo-segurança" para alguns moradores que pagam pelo "serviço" incentivando essa criminosa atividade de extorção de dinheiro da população, que já pagam seus impostos pela segurança pública.
Em Belo Horizonte alguns motoqueiros cobram para fazer rondas noturnas e ficam correndo as ruas dos bairros pela madrugada, com irritantes apitos. Alguns moradores, ignorantes acreditam nessa "pseudo-segurança" e trocam a incerteza de um eventual assalto, pela certeza dos assaltos mensais do "pseudovigia".
Algumas dessas pseudo-empresas de segurança têm até CNPJ, ou seja, o crime com reconhecimento do Estado, assim como os pivetes vândalos e assaltantes de carros agora até uniformizados, cobram por estacionamento em vias públicas a pretexto de vigiar. Pode??? !!!
Com a mais absoluta certeza, se acontecer um assalto em sua residência ou ao seu carro, provavelmente esse vigia não estará por perto, pois os bandidos não são tão burros e podem programar os assaltos de acordo com a rotina do motoqueiro, que não fica permanentemente no quarteirão. E o dinheiro pago não lhe garantirá nem mesmo um seguro para indenização dos eventuais prejuízos. É um dinheiro jogado fora na mão de um bandido espertalhão que se aproveita do medo do povo para ganhar dinheiro fácil às custas da ineficiência do Estado.
sem opinião
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Carlos José dos Santos (128) 27/01/2009 20h56
Carlos José dos Santos (128) 27/01/2009 20h56
Polícia prende PM suspeito de integrar milícia no Rio.
Está mais do que claro que as milícias somente existem por causa da ineficiência do Estado até mesmo em selecionar seus próprios agentes de segurança pública.
Esses maus policiais, incompetentes no seu trabalho, acham que podem prestar serviços particulares e começam a oferecer uma "pseudo segurança" para alguns moradores que pagam pelo "serviço" incentivando essa criminosa atividade de extorção de dinheiro da população, que já pagam seus impostos pela segurança pública.
Em Belo Horizonte alguns motoqueiros cobram para fazer rondas noturnas e ficam correndo as ruas dos bairros pela madrigada, com irritantes apitos. Alguns moradores, idiotas acreditam nessa "pseudo segurança" e trocam a incerteza de um eventual assalto, pela certeza dos assaltos mensais do pseudo vigia.
Com a mais absoluta certeza, se acontecer um assalto em sua residencia, provavelmente esse vigia não estará por perto, pois os bandidos não são tão burros e podem programar os assaltos de acordo com a rotina do motoqueiro, que não fica permanentemente no quarteirão. E o dinheiro pago não lhe garantirá nem mesmo um seguro para indenização dos prejuízos. É um dinheiro jogado fora na mão de um bandido espertalhão que se aproveita do medo do povo para ganhar dinheiro fácil.
sem opinião
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Carlos José dos Santos (128) 26/01/2009 23h20
Carlos José dos Santos (128) 26/01/2009 23h20
Polícia prende PM suspeito de integrar milícia no Rio.
Está mais do que claro que as milícias somente existem por causa da ineficiência do Estado até mesmo em selecionar seus próprios agentes de segurança pública.
Esses maus policiais, incompetentes no seu trabalho, acham que podem prestar serviços particulares e começam a oferecer uma "pseudo segurança" para alguns moradores que pagam pelo "serviço" incentivando essa criminosa atividade de extorção de dinheiro da população, que já pagam seus impostos pela segurança pública.
Em Belo Horizonte alguns motoqueiros cobram para fazer rondas noturnas e ficam correndo as ruas dos bairros pela madrigada, com irritantes apitos. Alguns moradores, idiotas acreditam nessa "pseudo segurança" e trocam a incerteza de um eventual assalto, pela certeza dos assaltos mensais do pseudo vigia.
Com a mais absoluta certeza, se acontecer um assalto em sua residencia, provavelmente esse vigia não estará por perto, pois os bandidos não são tão burros e podem programar os assaltos de acordo com a rotina do motoqueiro, que não fica permanentemente no quarteirão. E o dinheiro pago não lhe garantirá nem mesmo um seguro para indenização dos prejuízos. É um dinheiro jogado fora na mão de um bandido espertalhão que se aproveita do medo do povo para ganhar dinheiro fácil.
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