Brasil
01/08/2008 - 18h56

Justiça do Pará determina reintegração de posse de fazenda do grupo de Dantas

Publicidade

da Folha Online

A Justiça do Pará determinou nesta sexta-feira reintegração de posse de uma fazenda do grupo do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, ocupada por integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) desde o último dia 25. A fazenda Maria Bonita está localizada em Eldorado dos Carajás e, segundo o movimento, cerca de 1.000 manifestantes participaram da invasão.

A decisão é da juíza Maria Aldecy de Souza Pissolati, da Comarca de Marabá, que concedeu liminar solicitada em ação de reintegração apresentada pela Agropecuária Santa Bárbara Xinguara --controlada pelo grupo Opportunity.

Segundo Ulisses Manaças, da coordenação nacional do MST, o movimento ainda não foi notificado oficialmente da decisão. Manaças disse que vai esperar a notificação mas adiantou que vai orientar os manifestantes a continuar na área até que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e o Iterpa (Instituto de Terras do Pará) se posicionem sobre a posse da área.

De acordo com relatório da Polícia Civil do Pará, a fazenda é produtiva e possui cerca de 60 funcionários que trabalham e moram com suas famílias na área.

Porém, conforme a Folha revelou na semana passada, a fazenda invadida, assim como outras quatro propriedades compradas pela empresa, eram aforadas --ou seja, haviam sido concedidas pelo Estado para colonização e extrativismo, e não poderiam ter sido vendidas sem a anuência do governo, como Benatti diz ter ocorrido.

Manaças, explicou que, como a área não poderia ser vendida, a fazenda é pública e deve ser destinada para a reforma agrária.

N decisão, a juíza determinou que a Polícia Militar envie contingente de homens necessários para assegurar o cumprimento de reintegração de posse. A decisão também estabelece multa diária de R$ 1.000 para cada um que descumprir a decisão.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1394) 13/11/2009 17h54
Luís da Velosa (1394) 13/11/2009 17h54
Não somente os repasses do governo ao MST devem ser investigados, seria uma estultícia. Mas, sobretudo, o "movimento" daqueles que querem a Reforma Agrária na "marra". Nós desejamos a RA, mas dentro dos limites desses mesmos desejos. Não é uma RA à "bangu", mas uma RA que contemple aos que deveras precisamos nas terras para ará-las, cultivarem-nas, dando retorno a si e à sociedade. O problema dos repasses, sério, mas não somente eles. Somos um povo pacífico e não queremos a babárie, a desumanidade. Desejamos fôlego para todos nós. Chega de violências de toda ordem. Basta de sangue, pois, já o doamos e nos tomaram de sobra, em transfusões das menos dignas. sem opinião
avalie fechar
Elza Miranda Cardoso (254) 13/11/2009 17h06
Elza Miranda Cardoso (254) 13/11/2009 17h06
Como quaisquer criminosos...
Diga-me com quem andas....
sem opinião
avalie fechar
Antonio Fouto Dias (2735) 13/11/2009 11h41
Antonio Fouto Dias (2735) 13/11/2009 11h41
Invasões e mais invasões, e o governo não faz nada, pelo contrário, sua inércia nos leva a entender de que está mais para conivente do que para fiscalizador ou controlador de situações nesses atos de vandalismo.
Querer um local para residir e obter o sustento de suas famílias é uma coisa, invadir propriedades de terceiros é outra bem diferente.
A falta de vontade do governo para a solução desses problemas de reforma agrária é gritante e, enquanto isso, os integranntes do MST e semelhantes não tem limites para agir em propriedades alheias.
2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2016)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca