Brasil
01/08/2008 - 19h33

"Grosseria não ganha eleição", diz Marta em resposta às declarações de Kassab

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MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online

Um dia após trocar farpas com os adversários Gilberto Kassab (DEM) e Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro debate eleitoral na televisão, a candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) rebateu as críticas do democrata --que a chamou de "cara-de-pau" nesta sexta-feira-- e atacou o rival tucano.

"Grosseria e falta de educação não ganha eleição. O que ganha a eleição são os fatos, ações e opinião popular", disse Marta, após fazer campanha em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Tradicional reduto petista, a candidata e seu vice, o deputado Aldo Rebelo (PC do B), foram recebidos por uma dezenas de militantes, que lotaram a rua Serra Dourada.

Ricardo Nogueira/Folha Imagem
A candidata Marta Suplicy e o vice Aldo Rebelo em campanha na zona leste de SP
A candidata Marta Suplicy e o vice Aldo Rebelo em campanha na zona leste de SP

Hoje, o democrata voltou a desafiar a candidata petista a "comparar as gestões". "Ontem, lancei um desafio a ex-prefeita e espero que ela não fuja das comparações", disse Kassab, após vistoriar um hospital na Mooca (zona leste).

"Aquela oferta que ele fez de comparar as gestões é vista pela gente com muito prazer. [...] Capacidade de governar é capacidade de planejar e dar prioridades ao que é mais importante na cidade", respondeu Marta, questionada sobre o "desafio" de Kassab.

Guerra de números

A candidata aproveitou ainda para questionar os números apresentados por Alckmin, que ao final do debate partiu para cima da petista, dizendo que a prefeitura foi entregue ao PSDB "em um estado lastimável" e "endividada".

"É impossível ele provar [que a cidade foi entregue com dívidas pelo PT], porque eu não estou falando dados da minha cabeça. Estou falando dados que são do Tribunal de Contas do Município. Contas que foram aprovadas não só pelo tribunal, mas pela Câmara [Municipal]. [...] Os outros que estavam nesta gestão demo-tucana [em referência ao período em que o atual governador José Serra (PSDB) foi prefeito] também votaram na aprovação [das contas]", afirmou Marta.

Apesar da afirmação, a campanha do candidato tucano afirma ter um documento da Prefeitura de São Paulo, datado de 24 de fevereiro de 2005, que comprovaria a dívida à que Alckmin se referiu na noite de ontem. Segundo a assessoria do candidato, no documento, mostra que as despesas não pagas referentes ao ano de 2004 poderiam chegar a mais de R$ 2 bilhões.

A candidata criticou ainda a gestão de Alckmin no governo do Estado nas áreas de educação e de segurança. "Essa é outra questão para o governador responder. A questão da segurança, quando ele foi governador, onde nós vimos não só o PCC [Primeiro Comando da Capital] fazer a cidade de São Paulo parar com o toque de alerta, como a Febem [atual Fundação Casa]: 147 rebeliões na gestão dele", disse.

Outro Lado

O deputado federal Edson Aparecido (PSDB-SP), coordenador de campanha de Geraldo Alckmin, rebateu as declarações de Marta e negou que a segurança pública estadual tenha piorado na gestão do tucano no governo (2001-2006). "Para se ter uma idéia, nós desativamos 77 carceragens de distritos da cidade de São Paulo, o que representou a transferência de 8.500 presos para os Centros de Detenção Provisória", disse.

O coordenador lembrou ainda que a Casa de Detenção do Carandiru (zona norte) foi desativado no período em que Alckmin era governador. "Em todo este período, nós não tivemos, por parte da prefeitura, nenhuma parceria para desativar as carceragens do distrito. Neste período também, o Estado também ficou responsável por mais de 3.100 jovens que a prefeita se recusava a cuidar", afirmou.

Segundo Aparecido --que afirmou ainda que o processo de reestruturação da antiga Febem foi iniciada pelos tucanos-- os índices de violência da capital teriam caído 60% durante o governo tucano. "A Marta não tem autoridade nenhum para falar sobre segurança. Ela foi incapaz de absorver esses jovens", afirmou.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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