Brasil
02/08/2008 - 09h06

Estimativa feita por ONGs indica 76 áreas ameaçadas de desmatamento em MT

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RODRIGO VARGAS
da Agência Folha, em Campo Grande

Estimativa produzida pelas ONGs ICV e Imazon, a partir de dados do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamentos), indica que 76 áreas de floresta de Mato Grosso estarão seriamente ameaçadas pelo desmatamento até agosto de 2009.

O mapa de "risco futuro", entregue em julho ao governo Blairo Maggi (PR), aponta um total de 10 milhões de hectares que estariam, segundo o levantamento, prestes a sofrer a ação de novas derrubadas.

Segundo as ONGs, a metodologia de previsão foi testada e validada em três períodos anteriores (2005-06, 2006-07 e 2007-08). Entre agosto de 2007 e julho de 2008, por exemplo, 51% do total de desmates ocorreu em áreas identificadas no mapa como sendo de risco alto e muito alto.

"Como essas áreas representavam cerca de 20% do total, uma ação efetiva do Estado focada nessas áreas poderia ter evitado uma boa parte desse desmatamento", diz o ambientalista Sérgio Guimarães, coordenador do ICV.

A estimativa leva em conta a taxa de desmatamento nos últimos quatro anos com um peso maior para os anos mais recentes e a área de remanescentes florestais existentes na data da previsão.

As variáveis de risco --baixo, médio, alto e muito alto-- são calculadas sobre células de cinco por cinco quilômetros (25 quilômetros quadrados) da área de floresta original do Estado, sem contar as unidades de conservação e terras indígenas.

Teste

O secretário-adjunto de Qualidade Ambiental da Sema (Secretaria Estadual do Meio Ambiente), Salatiel Araújo, disse que o mapa é um instrumento "mais preciso" que o métodos anteriores --que se valiam de estatísticas municipais.

Segundo ele, a eficácia do mapa será colocada neste ano à prova, com uma campanha de notificação dos proprietários de terras nas áreas consideradas de alto risco.

Comentários dos leitores
Felipe Zagalo (1) 24/06/2009 15h11
Felipe Zagalo (1) 24/06/2009 15h11
Tenho pela certeza que o sr. Reis sabe o que diz. Não posso recriminá-lo pelas suas palavaras, pois vivo na Amazônia e sei exatamente o que acontece nos dois extremos, do degradador e do ambientalismo, muitas das vezes radical. Não podemos negar que há pessoas sem nenhum preparo para respeitar as questões ambientais, mas também não podemos negar que a pobreza causa muito mais impacto negativo, seja socialmente como ambiental, portanto tenho que respeitar a opinião do Sr. Reis, pois Londres, Paris, Amsterdã, entre outras cidades ricas da Europa, Oceania, Canadá e EUA estão no topo do ecologismo, sendo modelos de preservação ambiental, depois de esgotarem seus recursos naturais, sendo assim foi fácil recuperar um Tâmisa, um Sena, mas veja se a indústria parou? Aqui na Amazônia existem pessoas sérias, existem fazendas de gado, muito melhores, na questão ambiental, do que muitas que conheci em São Paulo, existem muitas áreas agrícolas que respeitam as APP's, o que a gente não vê no oeste do Paraná. Então saudações ambientais sr. Reis e que Deus sempre o ilumine. sem opinião
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oldemar rodrigues (4) 23/06/2009 22h40
oldemar rodrigues (4) 23/06/2009 22h40
Esta é uma coisa razoavel que o Presidente Lula disse nestes ultimos dias de avalanches politicos negativos.
O Meio Ambiente é um bem de todos, produtores ou não. E nada mais justo que haja participação da classe produtora nas decisões para preservação ambiental , pois essa matéria sempre aconteceu de forma unilateral e eu sou testemunho disso, pois estou na area ambiental a 30 anos e com segurança digo que se essas areas não interagirem jamais teremos preservação de verdade.
Não devemos esquecer que o desenvolvimento é uma necessidade imediata de qualquer ser humano, seja ele ambientalista ou produtor, pois ambos respiram, comem, trabalhão. ao contrario das consequencias ambientais causada pelo desenvolvimento insutentavel que leva tempos para ser percebido levando varias gerações as vezes para se manifestar. Portanto a educação ambiental e a aplicação de leis adquadas feitas com a participação de ambas as partes seriam o ideal para os bons resultados na luta pela preservação ambiental.
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Rodrigo Vieira de Morais (86) 22/06/2009 17h49
Rodrigo Vieira de Morais (86) 22/06/2009 17h49
O problema não é desmatar, e sim o que o pessoal vai vazer da vida depois de desmatar a Amazônia. Vai viver de quê?
Aqui no sudeste e sul do país o que aconteceu foi um desmatamento desinfreado que não trouxe vantagem alguma.
Quem ganhou muito dinheiro com o desmatamento acabou vendendo sua propriedade e foi pra cidade viver de aluguel de imóvel.
Quanta área aqui no sudeste e sul é mal utilizada pelo produtor rural. Agora as áreas desmatadas valem menos que as áreas com reserva legal e APP.
O problema todo é renda para as pessoas, enquanto uma árvore valer mais deitada do que em pé não existirá preservação ambiental aqui no Brasil.
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