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Brasil
04/08/2008 - 08h49

Suspeitos de curral eleitoral no RJ são puxadores de voto

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ITALO NOGUEIRA
da Folha de S.Paulo, no Rio

Candidatos suspeitos de se beneficiarem de currais eleitorais no Rio são disputados pelos partidos por serem puxadores de voto. Vereadores obtiveram boa parte de seus votos nas áreas sob investigação do TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

O desempenho dos políticos suspeitos não difere do de seus colegas na Câmara de Vereadores do Rio. Mais da metade dos eleitos concentram mais de 30% de seus votos em uma determinada região. O principal caso nas últimas eleições municipais foi o de Jerônimo Guimarães Filho. Mais votado na coligação do PMDB com o PMN, Jerominho ajudou a eleger seis vereadores. Preso acusado de comandar uma milícia em Campo Grande, ele obteve 38,7% dos votos em três zonas eleitorais do bairro. Não foi expulso da sigla e nega as acusações.

Josinaldo Francisco da Cruz (DEM), suspeito de chefiar a milícia em Rio das Pedras, ajudou seu partido a eleger 14 vereadores. Nadinho de Rio das Pedras recebeu 43,8% dos seus votos na 179ª zona eleitoral, em que está a favela. Ele teve a quarta maior votação no DEM e não foi expulso da legenda.

O DEM agregou em seu quadro outro vereador suspeito de apoio de criminosos: Jorge João da Silva, o Jorginho da SOS. Em 2004, teve 23.790 votos, dos quais 25,1% na 21ª zona eleitoral, onde votam boa parte dos eleitores do Complexo do Alemão. O TRE investiga se traficantes limitaram o acesso à favela a Jorginho. Ele nega receber apoio de criminosos e diz que nenhum membro do DEM o procurou para defendê-lo.

Coação

No fim de semana, mais candidatos à prefeitura foram coagidos por traficantes ao fazer campanha em favelas. Os cinegrafistas de Alessandro Molon (PT) foram ameaçados na Nova Holanda (zona norte) por traficantes. "Disseram com todas as letras que ou a equipe parava de filmar ou ia sofrer as conseqüências", contou Molon.

Os câmeras de Fernando Gabeira (PV) foram abordados na Vila Cruzeiro (zona norte) por homens aparentemente desarmados, que queriam as fitas. A equipe se negou a entregar.

O grupo de Chico Alencar (PSOL) parou de filmar na Maré (zona norte) quando um homem pediu a um morador que os acompanhava o fim da gravação. Chico minimizou: "Passamos quatro horas na favela e não nos sentimos coagidos. O único incidente foi este".

Colaborou JULIANA CARIELLO, no Rio

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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